A Sociedade Brasileira de Oncologia (SBOC) lamentou, nesta segunda-feira (21), a morte da cantora Preta Gil, de 50 anos, vítima de um câncer que enfrentava desde 2023. A entidade elogiou ainda a atuação da apresentadora na “quebra de tabus” no enfrentamento da doença e na conscientização sobre o câncer.
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Em comunicado, a entidade afirmou que a cantora ajudou a “conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do apoio emocional” em meio ao tratamento.
“A artista tornou público seu diagnóstico do câncer e compartilhou abertamente sua jornada de tratamento, ajudando a conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do apoio emocional”, iniciou a nota de pesar, publicada nas redes sociais.
A entidade exaltou, ainda, o incentivo que Preta Gil prestava a outras pessoas buscarem ajuda, sem “vergonha de falar sobre o câncer”.
“Ela foi a programas de TV, publicou em suas redes sociais e participou de eventos, incentivando outras pessoas a buscarem ajuda e a não terem vergonha de falar sobre o câncer. O enfrentamento público do câncer ajudou a quebrar tabus e serviu de inspiração para muitos fãs e pacientes”, escreveu.
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A luta de Preta Gil contra o câncer
Preta Gil lutava contra quatro tumores diagnosticados no ano passado, em dois linfonodos, no peritônio (com metástase) e na ureter.
Preta esteve em tratamento contra o câncer anteriormente e a doença entrou em remissão. Ela havia recebido o diagnóstico de um câncer no intestino em janeiro de 2023 e passou pelo tratamento quimioterápico. Em agosto daquele ano, ela passou por uma cirurgia e, em dezembro, comemorou o fim desta etapa.
No entanto, em agosto de 2024, a cantora voltou a receber o diagnóstico da doença, e recomeçou o tratamento. Em exames de monitoramento, ela foi diagnosticada com dois tumores nos linfonodos, estruturas que atuam na remoção de impurezas e na defesa do organismo; um nódulo no ureter, tubos que transportam a urina dos rins para a bexiga; e metástase no peritônio, câncer espalhado pela membrana que protege os órgãos abdominais.
Por recomendação da equipe médica, a cantora foi para os Estados Unidos para uma consulta com uma especialista nos tipos de tumor que ela tinha, em busca de alternativas para o tratamento pós-cirúrgico. No final de janeiro, ela anunciou que passaria a usar uma bolsa de colostomia definitiva. Desde então, ela estava em tratamento experimental em Nova York.
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Neste domingo (20), foi anunciada a morte da cantora, ao 50 anos.
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