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    Suspeita de depredar imagem de Iemanjá em Florianópolis é indiciada por discriminação religiosa

    Inquérito policial foi remetido à Justiça na tarde desta terça-feira (15). Caso aconteceu em setembro, no Ribeirão da Ilha

    15/10/2019 - 20h13 - Atualizada em: 15/10/2019 - 20h15

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    Redação
    Por Redação Hora
    estátua iemanjá
    Após ataque, imagem teve as mãos, um ornamento na cabeça e a base danificadas
    (Foto: )

    A Polícia Civil indiciou uma mulher suspeita de ter depredado uma imagem de Iemanjá em Florianópolis pelo crime de discriminação ou preconceito à religião. O caso ocorreu no dia 19 de setembro, no bairro Ribeirão da Ilha. O inquérito policial foi remetido à Justiça na tarde desta terça-feira (15).

    Segundo a Polícia Civil, após a identificação da mulher, os policiais encontraram na casa dela uma marreta idêntica a que aparece no vídeo que registrou o ato. Na filmagem, feita por um morador, uma mulher aparece golpeando a estátua por 23 vezes. A imagem teve as mãos, um ornamento na cabeça e a base danificadas.

    Ainda conforme a Polícia Civil, a marreta foi encontrada durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, autorizado pela Justiça após os investigadores descobrirem o endereço da mulher. As investigações foram comandadas pelo delegado Abel Mantovani Bovi, da 2ª Delegacia de Polícia do Saco dos Limões.

    A suspeita foi enquadrada no artigo 20 da lei número 7.716 de 1989, que define como crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.

    A estátua de Iemanjá, que mede 1,80 metros, está no Ribeirão da Ilha desde 2013, e foi colocada no local pela Sociedade Ylê de Xangô, que mantém um centro de umbanda que fica em frente à imagem.

    Essa não foi a primeira vez que ela foi alvo de ataques. Em novembro de 2018, a estátua teve parte de sua estrutura pintada com tinta vermelha e algumas partes danificadas. O ato foi denunciado pela Ylê de Xangô, mas o autor não foi localizado.

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