O suspeito de sequestrar, extorquir e assassinar uma motorista de aplicativo de Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, cumpria pena por roubo em regime aberto no momento do crime, segundo informações do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O homem, de 32 anos, teve prisão preventiva decretada nesta quinta-feira (26) em uma audiência de custódia feita pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Caçador.
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Silvana Nunes de Almeida de Souza, de 39 anos, desapareceu na terça-feira (24) após aceitar uma corrida de Videira em direção a Fraiburgo, uma cidade vizinha. No local, conforme a Polícia Civil, ela foi feita de refém, extorquida e assassinada a tiros. O corpo da motorista foi encontrado em uma área de mata pela polícia.
O suspeito foi preso em flagrante na BR-282, em Joaçaba, na quarta-feira (25) e conduzido para a Delegacia de Videira, onde confessou o crime. Agora, segundo informações do delegado Édipo Hellt, responsável pelo caso, a polícia investiga se há outras pessoas envolvidas no caso.
Cenário de terror e sofrimento
Conforme o MPSC, a decratação da prisão preventiva se mostrou “indispensável, diante da extrema gravidade concreta dos fatos, da forma como o crime foi executado e do risco evidente de reiteração delitiva e de interferência na apuração”, escreveu Promotora de Justiça Danielle Diamante.
— A conduta expôs a vítima e sua família a um cenário de terror e sofrimento. A custódia cautelar, neste momento, é medida necessária para resguardar a ordem pública, assegurar a instrução processual e evitar que a sensação de impunidade se sobreponha à resposta que a sociedade espera diante de crimes dessa natureza — conclui a Promotora de Justiça.
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Entenda o caso
Silvana foi sequestrada, extorquida e assassinada após aceitar uma corrida em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, com destino a Fraiburgo, na mesma região, na terça-feira (24). O corpo foi localizado em uma área de mata nesta quarta-feira.
Segundo a Polícia Civil, Silvana desapareceu por volta das 22h30min, de terça, ao aceitar uma corrida para o município vizinho. No local, ela foi feita refém e teve a liberdade restringida.
O suspeito, conforme a Polícia Militar, exigiu R$ 5 mil da família para liberar a vítima, mas o marido de Silvana conseguiu enviar apenas o valor de R$ 2,1 mil, via Pix, para a conta dela. Após o recebimento, a motorista foi obrigada a realizar duas transferências para uma conta bancária de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.
Segundo as investigações, o homem devia dinheiro para o irmão do titular da conta gaúcha à qual Silvana enviou a quantia. Ele teria usado o dinheiro para quitar essa dívida pessoal.
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Empresa de corridas por aplicativo lamenta morte de motorista
“Com muito pesar anunciamos o falecimento da nossa motorista Silvana. Sil foi em vida e será sempre lembrada por sua alegria e espontaneidade, seu jeito divertido até mesmo quando estava mau humorada ou tendo um dia ruim.
Adorava fazer brincadeiras, colecionou bons momentos com seus clientes e colegas motoristas. Mãe, filha, irmã e esposa dedicada e amada por quem a conheceu de verdade. A equipe sente à sua perda, que Deus possa acalentar o coração da família”.

