O homem preso na tarde desta quarta-feira (25) por envolvimento no sequestro, homicídio e ocultação de cadáveres de quatro jovens de Minas Gerais, em Biguaçu, na Grande Florianópolis, ainda em 2025, tinha ligação com o tráfico de drogas na comunidade Chico Mendes, em Florianópolis, segundo a Polícia Civil. A prisão dele ocorreu no bairro Maracacuera, em Belém (PA), após ação conjunta das polícias civis de Santa Catarina e do Pará.

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Segundo as investigações, o suspeito era ligado ao tráfico na comunidade da Capital e foi uma das últimas pessoas a ter contato com as vítimas antes do crime. Ele teria deixado Santa Catarina poucos dias após o ocorrido, o que levantou suspeitas e intensificou o trabalho de inteligência das autoridades.

Os jovens teriam sido torturados e mortos após serem confundidos com integrantes de uma facção criminosa rival.

Quem eram os jovens mineiros mortos em SC

Antes da prisão, na manhã de terça-feira (24), a Polícia Civil de Santa Catarina realizou uma operação com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar e do Serviço Aeropolicial (SAER). Foram cumpridas diligências em seis pontos da comunidade Chico Mendes e em dois endereços em Biguaçu.

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Durante a ação, os policiais identificaram possíveis envolvidos e recolheram materiais considerados relevantes para a investigação. Esses elementos agora passam por análise e podem contribuir para o avanço do caso e identificação de outros suspeitos.

Outro suspeito foi morto em confronto com a polícia

Em janeiro, outro suspeito pelo crime foi morto pela polícia em um confronto em Navegantes, no Litoral Norte catarinense. O homem, de 30 anos, era considerado foragido pela Justiça e tentou reagir contra os policiais usando um revólver.

O suspeito era investigado em vários casos de sequestros e de homicídios na região, e tinha dois mandados de prisão em aberto. Segundo a Polícia Civil, ele também tinha condenações por homicídio e tráfico de drogas, ficando cerca de 10 anos preso.

O que se sabe sobre o caso dos mineiros assassinados

Bruno Máximo da Silva, Daniel Luiz da Silveira, Guilherme Macedo de Almeida e Pedro Henrique Prado de Oliveira desapareceram na madrugada do dia 28 de dezembro em São José, na Grande Florianópolis.

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O boletim de ocorrência foi registrado por um vizinho de dois dos jovens. O último contato foi feito por volta da meia-noite de domingo, quando Pedro falou com o homem por um aplicativo de mensagem, o convidando para ir a um bar no Centro de Florianópolis. Ainda naquela madrugada, segundo o documento, o jovem também teria feito contato com uma mulher através de uma rede social, por volta das 3h.

No dia 3 de janeiro, os corpos foram encontrados abandonados às margens de uma estrada de Biguaçu com sinais de violência e em estado de decomposição.