Suzane von Richthofen recebeu R$ 500 mil da Netflix para revelar os detalhes do assassinatos dos pais em 2002 em um novo documentário que será exibido pelo streaming. Além da ex-dententa, o marido dela, o médico Felipe Zecchini Muniz, também foi pago para aparecer na produção. As informações são da Folha de S.Paulo.

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Segundo a reportagem da Folha, Suzane assinou um acordo para dar o depoimento, que inclui vínculo vitalício de confidencialidade sobre detalhes do acordo entre as partes. Ela não pode, por exemplo, falar publicamente que recebeu dinheiro da Netflix para a produção.

Além disso, a ex-detenta não poderá conceder entrevistas para outros veículos e concorrentes da Netflix por período determinado em contrato. O projeto começou em novembro de 2025 e deve estrear ainda neste ano. Procurada, a Netflix respondeu que não divulga detalhes das produções.

Compare os atores de Tremembé com os criminosos da vida real

Trechos do documentário sobre Suzane von Richthofen viralizaram nas redes

Trechos do documentário chamado “Suzane vai falar” viralizaram nas redes sociais nesta semana. Em entrevista, a criminosa contou sobre a infância e disse que a relação com os responsáveis era de “zero afeto”.

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— Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles. Minha vida era brincar com o meu irmão […] Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando — declarou Suzane em um dos trechos da entrevista.

Suzane também falou que não tinha uma família perfeita e que os pais construíram “um abismo entre nós”. Ela destaca que “esse espaço vazio” foi ocupado por Daniel Cravinhos, também condenado por matar Manfred e Marísia von Richthofen no dia 31 de outubro de 2002.

O momento de virada, segundo ela, ocorreu quando os pais viajaram para a Europa por 30 dias.

— Foi um mês de liberdade total. Um sonho que eu não queria que acabasse. Era o dia inteiro de sexo, drogas e rock ’n’ roll. Aquele mês mudou tudo na nossa vida. […] Nós não falávamos em matar meus pais. A gente dizia que seria muito bom se eles não existissem.