Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais, foi considerada pela Justiça de São Paulo a inventariante da herança deixada pelo tio Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em casa em janeiro deste ano, estimada em R$ 5 milhões. A nomeação ocorre dias depois dela ser acusada de furto pela prima Silvia Gonzalez Magnani, que também estava na disputa pelo patrimônio. As informações são do blog de Ulisses Campbell, do O Globo.
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Na decisão, a juíza da 1ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional II de Santo Amaro, afirmou que, apesar de ser prima do falecido, Silvia é parente colateral de quarto grau e não tem preferência sucessória. O Código Civil diz que sobrinhos, parentes colaterais de terceiro grau, precedem os primos na ordem de vocação hereditária.
Segundo a magistrada, o histórico criminal de Suzane não tem relevância jurídica para a definição da inventariança.
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Suzane von Richthofen terá poderes limitados sob herança de tio
Apesar de ser nomeada inventariante pela Justiça, Suzane está proibida de vender, transferir ou usar o patrimônio sem autorização prévia da Justiça. O inventário ficará suspenso até o julgamento definitivo da ação que discute a alegada união estável de Silvia com Miguel.
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Em nota, a defesa de Silva afirmou que se surpreendeu com a nomeação de Suzane como inventariante antes do término do prazo concedido para a apresentação de documentos que comprovariam a união estável entre Silvia e Miguel.
O prazo estipulado pela juíza se encerrava em 10 de fevereiro. As advogadas anunciaram que irão recorrer.
Nesta semana, Suzane foi acusada de furto pela prima Silvia Gonzalez Magnani. Segundo o boletim ocorrência, registrado na última terça-feira (3) na Polícia Civil de São Paulo, Suzane teria se apropriado de uma lavadora de roupas, um sofá, uma cadeira e uma bolsa contendo documentos e dinheiro do tio.
Tio foi encontrado morto em janeiro
Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, foi encontrado morto dentro da própria casa, em estado avançado de decomposição no dia 9 de janeiro. Segundo um levantamento feito pelo O Globo, ele não deixou testamento.
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O patrimônio dele inclui ao menos duas casas, aplicações financeiras e um sítio no litoral de São Paulo.
A prima dela, Silvia Magnani, de 69 anos, que afirma ter mantido um relacionamento com ele por 14 anos, também estava na briga pela fortuna. Silvia ainda tenta agora o reconhecimento judicial de união estável para ser incluída na partilha dos bens.
O atestado de óbito, o qual o O Globo teve acesso, diz que a causa da morte do médico foi classificada como indeterminada e depende de exames complementares. A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita.
Suzane foi condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os próprios pais, Manfred, de 49 anos, e Marísia, de 50 anos, em outubro de 2002.
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