Mudar para a Tarifa Branca pode diminuir o valor da conta de luz, mas os clientes precisam ter cuidado para não encarecer a fatura. A modalidade da Aneel dá desconto para quem usa eletricidade fora dos horários de pico, cobrando menos nos momentos em que a rede elétrica está mais livre. A alternativa é vantajosa para quem ajusta a rotina de casa, mas a troca sem planejamento pode virar uma armadilha e pesar no bolso no fim do mês.

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A cobrança nos dias úteis é dividida em três faixas horárias bem delimitadas pelas distribuidoras. A energia custa mais caro no horário de ponta, período com maior demanda do sistema que costuma acontecer no início da noite.

Há também uma faixa intermediária, que engloba as horas que antecedem e sucedem o pico, e a tarifa fora de ponta, aplicada durante todo o restante do dia e nas madrugadas com o menor custo por kilowatt-hora (kWh). Aos sábados, domingos e feriados nacionais, todo o consumo do dia é faturado no preço mais baixo.

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O perfil de morador que consegue pagar mais barato na luz 

O modelo está disponível para residências, pequenos comércios e propriedades rurais enquadrados no Grupo B, com exceção da iluminação pública e de beneficiários da Tarifa Social.

A mudança favorece pessoas que passam o dia fora de casa, estabelecimentos comerciais com funcionamento estritamente diurno e consumidores que programam aparelhos de grande consumo, como máquinas de lavar, secadoras, aquecedores ou carregadores de veículos elétricos — para funcionar na madrugada ou em horários de tarifa reduzida.

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Por outro lado, o potencial de economia desaparece quando a família concentra o uso de aparelhos de alta potência no horário de pico. O funcionamento simultâneo de chuveiros elétricos, ar-condicionado, fornos e aquecedores no início da noite faz com que a cobrança sob a tarifa de ponta fique significativamente mais cara do que no modelo convencional.

Por esse motivo, a decisão deve se basear na análise do histórico real da casa, e não em estimativas gerais.

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O passo indispensável para evitar surpresas

Antes de formalizar o pedido de migração com a distribuidora regional (no caso de Santa Catarina, a Celesc), a orientação da Aneel é consultar a companhia para verificar os horários exatos de ponta estabelecidos na região. No caso, também é possível recorrer aos simuladores virtuais.

A instalação do medidor específico é realizada pela concessionária de forma gratuita. A distribuidora tem até 30 dias para fazer a alteração.

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Agora, se você está pedindo uma nova ligação e já quer começar com a Tarifa Branca, o prazo é menor. A distribuidora deve concluir o atendimento em até 5 dias nas áreas urbanas e até 10 dias nas áreas rurais, conforme prevê a Resolução Normativa nº 1.000/2021.

Quem optar pela Tarifa Branca também pode voltar para a Tarifa Convencional a qualquer momento. Nesse caso, também são 30 dias para concluir a mudança após o pedido.

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Mas vale ficar atento: depois de retornar à modalidade convencional, só será possível solicitar uma nova adesão à Tarifa Branca após um período de 180 dias.

Além de beneficiar financeiramente o consumidor bem informado, a Tarifa Branca tem papel crucial na eficiência do sistema elétrico nacional. Ao incentivar o deslocamento do consumo para períodos de menor uso da rede, a modalidade reduz a sobrecarga na infraestrutura nos momentos de pico e aproveita melhor a geração de energia renovável disponível durante o dia, como a solar e a eólica, permitindo maior sustentabilidade e estabilidade ao setor elétrico.

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.