O mercado de trabalho no Brasil registrou um momento histórico no trimestre encerrado em maio de 2026. A taxa de desemprego no país recuou para 5,6%, o menor resultado já medido para esse período desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2012. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), que o IBGE divulgou nesta sexta-feira, dia 26 de junho. Esse índice mostra que a desocupação ficou estável na comparação com os três meses imediatamente anteriores, mas teve uma queda importante quando olhamos para o mesmo período do ano passado, quando o desemprego estava em 6,2%.

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FOTOS: Cenário da desocupação e a realidade das vagas de trabalho no Brasil

Brasil tem redução no total de desempregados

Com essa nova queda no índice, o número absoluto de pessoas que estão atrás de uma oportunidade no país caiu para 6,1 milhões. Isso significa que, no período de um ano, 624 mil trabalhadores conseguiram sair da fila do desemprego. Na outra ponta, o total de brasileiros que estão trabalhando subiu e atingiu a marca de 102,7 milhões de pessoas. O mercado continuou com fôlego para absorver a mão de obra, mantendo o número de vagas com carteira assinada no setor privado em 39,3 milhões de postos, enquanto os empregos sem carteira assinada ficaram em 13,4 milhões.

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Mudanças nas vagas de trabalho e setores

Essa melhora no cenário geral acabou provocando uma dança das cadeiras entre os setores econômicos. O total de trabalhadores domésticos, por exemplo, teve uma baixa de 328 mil postos em um ano, somando agora 5,4 milhões de pessoas. Os especialistas do IBGE explicam que, quando surgem mais vagas no mercado formal, esses profissionais costumam migrar para empregos com carteira assinada em outras áreas. Por outro lado, o setor público teve um salto de 3,6% nas contratações em relação ao trimestre anterior, muito por conta de vagas temporárias em prefeituras. Como esses novos contratos costumam pagar um pouco menos, a renda média dessa categoria acabou sofrendo uma leve redução.

Desigualdade e diferença na taxa de desemprego

Apesar das notícias positivas no balanço geral, a pesquisa deixa claro que a geração de empregos não acontece no mesmo ritmo em todos os cantos do país. Há uma diferença regional bem grande na distribuição dessas oportunidades de trabalho. Enquanto o Amapá registrou a maior taxa de desocupação do país, batendo na casa dos 10%, a Bahia também continuou entre os índices mais elevados, fechando em 11,1%, mesmo que venha mostrando melhoras graduais nas últimas medições. No extremo oposto desse cenário, Santa Catarina se destacou com o menor índice de desemprego do Brasil, registrando apenas 2,7% de desocupação.

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O que esperar dos rumos da economia

Outro dado que comemora uma marca histórica é a taxa de subutilização da força de trabalho, que recuou para 13,3%, o nível mais baixo de toda a série do IBGE. Esse indicador é importante porque mostra que diminuiu o número de pessoas que trabalham menos horas do que gostariam ou que simplesmente tinham desistido de procurar um emprego por falta de esperança. Agora, a expectativa para os próximos meses fica por conta do comércio e da indústria, que já começam a movimentar a economia e a planejar as contratações para o segundo semestre do ano.

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.