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Trecho sem calçada na Admar Gonzaga será concluído em novo projeto, diz secretário

Infraestrutura alega que houve "ruído" entre Estado e prefeitura para justificar obra não realizada após revitalização em Florianópolis

06/01/2021 - 10h37 - Atualizada em: 06/01/2021 - 13h05

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Leandro
Por Leandro Lessa
Juliana
Por Juliana Gomes
Trecho do Crea até supermercado ficou sem calçada
Trecho do Crea até supermercado ficou sem calçada
(Foto: )

A falta de calçada em um trecho da Rodovia Admar Gonzaga, a SC-404, em Florianópolis se deve a um "ruído de comunicação" entre Estado e prefeitura, segundo o secretário de infraestrutura de Santa Catarina Thiago Vieira. 

Agora, o Estado assume a responsabilidade pela conclusão do trabalho e inclui a SC-404 em um plano modal cicloviário que vai demandar R$ 50 milhões até 2022, conforme Vieira. O secretário também afirmou, em entrevista ao Notícia na Manhã desta quarta-feira (6), que o Estado apoia a ideia de municipalizar as rodovias no perímetro urbano da capital.

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O município concluiu em abril de 2020 um investimento de R$ 4,6 milhões em melhorias na pista, mas como a rodovia é estadual, a calçada ficou fora do projeto da prefeitura. Em nota, a administração explicou, nesta quarta, que não há previsão para calçada nesses locais. Além disso, reforçou que o passeio é responsabilidade dos proprietários do terreno, que serão notificados.

- Não vou ficar no jogo "se eu sou o culpado". Já está tramitando, em razão disso, um novo pacote de revitalização de toda SC-404. Ela entra dentro do pacote de modal cicloviário, estou falando de passeio e ciclovia, o maior investimento em projeto cicloviário no estado. Primeiro, é preciso fazer a licitação do projeto, está na metade. (...) Depois, vamos fazer a licitação da obra - declarou. 

Ouça a entrevista:

Nessa terça-feira, a CBN Diário mostrou a dificuldade dos moradores do bairro com a ausência de calçada ou acostamento pavimentado no trecho da rodovia, que vai do Crea até o supermercado do Itacorubi.

Revitalização

A revitalização feita pela prefeitura incluiu a construção de uma terceira faixa, no trecho que vai da Apae até o cemitério, com alargamento da ponte que atravessa horizonalmente a rodovia, ao lado da Celesc. 

Vieira afirma que, no termo de compromisso assinado, a prefeitura ficaria responsável também pelas obras complementares, já que aumentaria a pista da rodovia e seria mais risco para ciclistas e pedestres, com pontos de redução e até ausência de acostamento após as obras. 

- Houve um ruído (de comunicação), por isso, a partir de agora, para que não restem dúvidas, precisamos ter o projeto (antes da obra). A secretaria não teve contato com o projeto, autorizou a parceria porque seria uma intervenção simples. A secretaria assume suas responsabilidades, pede escusas, vamos corrigir - afirmou. 

Municipalização

Conforme Vieira, há ao menos oito trechos de rodovias estaduais em Florianópolis, que, na avaliação do governo, poderiam ser transferidas para a prefeitura. A mudança exige tempo, planejamento, recursos e um acordo com o município, que já teria apoiado a ideia, segundo o secretário. 

- Somos favoráveis à municipalização, o volume de rodovias em Florianópolis é grande, elas deveriam fazer conexão entre cidades. (...) Do trevo da seta até a nova rotatória que dá acesso ao aeroporto, pegando a SC-405, passando pela Avenida Pequeno Príncipe, poderia ser municipalizado, não faz sentido ficar no plano rodoviário - comentou. 

De acordo com Thiago Vieira, a municipalização desse trecho exigiria do Estado um aporte de R$ 18 milhões. Entre as municipalizações em fase de estudos estão trechos das rodovias SC-405, SC-406 e SC-404. 

- Estamos com vários projetos e a gente trabalha para que possa finalizar agora para iniciar a obra em 2022 - explicou. 

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