O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a decisão da Suprema Corte americana de derrubar as tarifas de importação como “uma vergonha”. Ele ainda afirmou que teria um “plano B” para manter o tarifaço sobre os produtos estrangeiros.

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A falas teriam ocorrido durante uma reunião com governadores estaduais. A maioria da Suprema Corte americana decidiu nesta sexta-feira (20) que Trump extrapolou da sua autoridade ao impor o aumento de tarifas sobre importações de diversos parceiros comerciais do país. O órgão alega que a lei usada como base para a medida “não autoriza o presidente a impor tarifas”.

O presidente do tribunal americano, John Roberts, declarou em um parecer que foi divulgado após a decisão que Trump teria que receber uma “autorização clara do Congresso” antes de impor um tarifaço, consulta que não ocorreu.

A decisão coloca limites no poder do presidente dos Estados Unidos e afeta a maior parte das tarifas recíprocas aplicadas no último ano, A medida pode ter impacto direto nas tarifas aplicadas contra o Brasil. Outras taxas, como sobre aço e alumínio e tarifas sobre fentanil, ainda permanecem.

Batalha judicial

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A batalha judicial envolvendo Trump e os tribunais americanos já se estende desde o último ano. Em agosto de 2025, ele fez críticas a decisão do tribunal de apelações, que declarou que a maior parte das tarifas impostas por ele era ilegal.

Como o tribunal determinou que as tarifas seguissem em vigor até 14 de outubro, o governo Trump teve tempo de recorrer à Suprema Corte, e recebeu parecer favorável para manter o tarifaço em vigor.

“Se essa decisão fosse mantida, ela literalmente destruiria os Estados Unidos. (…) Todos devemos lembrar que as TARIFAS são a melhor ferramenta para ajudar nossos trabalhadores e apoiar empresas que produzem excelentes produtos FEITOS NOS EUA”, publicou ele na Truth Social.

Entenda a decisão

A decisão bloqueia a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) — uma ferramenta que o presidente americano vinha usando para impor a sua agenda econômica e diplomática. A derrubada se refere às tarifas apresentadas como “recíprocas” por Donald Trump, mas não àquelas aplicadas a setores específicos como automóveis, aço ou alumínio.

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O julgamento ocorreu em uma ação apresentada por empresas impactadas pelas tarifas e por 12 estados americanos, em sua maioria governados por democratas, que questionaram o uso da lei para impor impostos de importação de forma unilateral.

*Com informações de g1 e Reuters