O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone por quase uma hora nesta segunda-feira (26). Neste terceiro contato, eles falaram sobre o conflito em Gaza, a Venezuela, e sobre uma visita de Lula à Casa Branca prevista para março. O presidente brasileiro não falou sobre redução do tarifaço de 50% para exportar aos Estados Unidos, o que continua impactando muito a economia de Santa Catarina que tinha no mercado americano o maior no exterior.

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Essa taxação foi suspensa somente para alguns produtos e segue para a maioria. A expectativa do setor empresarial e também dos técnicos do governo brasileiro que negociam esse tema é de que essa questão das tarifas será tratada nessa visita de Lula a Washington.

Nessa conversa de ontem entre presidentes, Lula falou sobre assuntos que considera mais urgentes e ainda não havia tratado com o americano. Um deles é a questão de Gaza, para a qual ele foi convidado a fazer parte de um conselho de paz e ainda não decidiu se vai integrar ou não. Falou para Trump que esse conselho deve se restringir à paz no conflito de Gaza e defendeu o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU), com mais membros permanentes, para manter a paz mundial.

Lula também falou sobre a Venezuela, que teve o presidente Nicolás Maduro destituído pelos Estados Unidos. O presidente brasileiro defendeu a paz na região e o bem-estar do povo venezuelano.  

Os presidentes chegaram a falar que as economias dos Estados unidos e do Brasil estão evoluindo bem atualmente. Mas para Santa Catarina, é estratégica e urgente a redução do tarifaço. No ano passado, em função dessa medida, as exportações do estado ao mercado americano caíram 15,75%. Os produtos mais afetados foram madeiras, moveis, motores elétricos e partes de motor.

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Essa visita de Lula a Trump é estudada desde setembro do ano passado quando eles iniciaram essa aproximação. Ela reforça a esperança de um acordo para a redução do tarifaço, que também conta com diversos trabalhos de bastidores. Um deles é da equipe do governo brasileiro, em especial dos Ministérios das Relações Exteriores e o Ministério de Desenvolvimento, Industria, Comércio e Serviços.

Além disso, a indústria brasileira segue fazendo lobby junto ao governo americano. É liderado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mas também conta com outras entidades como a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), outras federações estaduais e por grandes empresas exportadoras aos Estados Unidos.

Então, a expetativa é de que todo esse trabalho destrave o tarifaço em março, nesse encontro. Pode ser a notícia positiva da visita de Lula a Washington. As empresas esperam uma redução, que pode não ser a retirada total da tarifa extra de 40%. Mas se for retirada integralmente, melhor. Ficará apenas a outra de 10%.

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