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    Uma em cada cinco pessoas hospitalizadas com coronavírus está na Grande Florianópolis

    Ao menos três hospitais públicos da região têm mais de 80% de ocupação em leitos de UTI

    27/10/2020 - 05h00 - Atualizada em: 27/10/2020 - 18h13

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    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    Cristian Edel
    Por Cristian Edel Weiss
    Há mais de 10 mil pacientes ativos para coronavírus em SC
    Há mais de 10 mil pacientes ativos para coronavírus em SC
    (Foto: )

    O número de pacientes hospitalizados em leitos de UTI por complicações do coronavírus em Santa Catarina voltou a subir. Nesta segunda-feira (26), o total de internados entre as redes pública e privada somou 250 em todo o estado, 10 a mais do que no dia anterior, e foi o número mais alto desde 2 de outubro, quando eram 254 pacientes. Já o número de pacientes em tratamento é superior a 10 mil

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    A maior parcela dos enfermos com confirmação ou suspeita da infecção pelo vírus está em hospitais públicos de SC: são 214 pessoas no total. Desses, 21,9% estão na Grande Florianópolis, região com o número mais alto de pacientes em tratamento da doença pelo SUS. São 47 pacientes internados nos hospitais públicos de Florianópolis, São José e Biguaçu. Significa que uma em cada cinco pessoas internadas por coronavírus na rede pública do estado está na região da Capital.

    Nesta segunda-feira (26), o Hospital Florianópolis, referência para atendimento do coronavírus na região emitiu ofício assinado pelo diretor técnico Luis Fernando Pires, informando que a unidade atingiu lotação máxima, motivo porque está impossibilitado de receber transferência de outros hospitais até que a situação normalize.

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    Também, na última semana, dois hospitais - o Imperial Hospital de Caridade e o Hospital Unimed - suspenderam as cirurgias eletivas para garantir o atendimento de pacientes infectados pelo vírus, devido ao aumento de casos na região. A direção do Hospital Unimed da Grande Florianópolis não só decidiu pelo cancelamento dos procedimentos eletivos, como manifestou através de nota, no dia 19 de outubro, que vê com preocupação o aumento de casos covid-19.

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    Hospitais da Capital atingem ocupação crítica

    Dos hospitais que atendem pelo SUS em todo o Estado, o Hospital Florianópolis era o mais crítico em relação à covid-19 nesta segunda-feira, 26, conforme dados disponibilizados pelo governo do Estado. Dos 30 leitos ativos da unidade, 24 estavam ocupados, sendo 23 por pacientes confirmados com coronavírus ou com suspeita da doença. 

    Segundo profissionais da unidade ouvidos pela reportagem, nos últimos dias os leitos de terapia intensiva (UTI) lotaram e pacientes tiveram de ser remanejados para o interior do Estado.

    Outros dois centros de saúde da Grande Florianópolis que sentem a pressão do aumento dos casos de coronavírus são o Hospital Universitário e o Regional São José. Ao lado do Hospital Florianópolis, eles registravam mais de 80% de ocupação dos leitos de UTI até esta segunda-feira.

    Manifestação de entidades de saúde

    Presidente da Associação Catarinense de Medicina, o médico Ademar José de Oliveira Paes Junior disse que o acréscimo de casos em Florianópolis e região existe e é parecido com o que se acompanhou no pico de julho, porém, com menor número de internações de pacientes.

    - O que a gente está percebendo é que o volume de internações comparado com aumento de casos diários, proporcionalmente, é um pouco menor do percentual de do mês de julho - disse.

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    O representante da associação ainda reforçou que o aumento da lotação das UTI não está apenas relacionado ao coronavírus, mas a outras doenças crônicas e graves, que deixaram de ser tratadas no período de pandemia que ainda se arrasta no tempo.

    - Muitos casos de outras doenças como o câncer, doenças crônicas, cardiopatas que eventualmente têm sintomas que julga leve e quando procura já está num estágio mais avançado, estão voltando aos hospitais agora e precisam de cirurgia ou de atendimento médico - analisa.

    Ainda, segundo Paes Junior, com a realização de cirurgias eletivas aumenta a quantidade de pacientes cirúrgicos em UTI, o que contribuiu com o aumento do percentual.

    - Nós estamos numa situação sob controle no sentido que não faltou leitos, mas a gente precisa de um ponto de atenção porque há probabilidade de precisar de mais leitos com o aumento de casos diários.

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    Também procurado pela reportagem, o Conselho Regional de Enfermagem de SC (Coren/SC) informou que está acompanhando a situação do coronavírus em todas as regiões do Estado e que, com base em dados do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), montado pelo Governo do Estado e do qual o Coren/SC participa, “há um aumento significativo de casos confirmados que estão sendo monitorados, além de aumento de internações por problemas respiratórios que ocasionou a suspensão das cirurgias eletivas em algumas instituições”.

    - Sabemos que esse aumento de casos é um reflexo do relaxamento dos cuidados e por isso mantemos nossa orientação para alertar que a pandemia não acabou e é preciso continuar com as regras de distanciamento social, lavação das mãos e uso de máscaras. Só assim podemos evitar a sobrecarga no sistema de saúde - disse a presidente do Coren/SC, Helga Bresciani.

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