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    Uma em cada cinco pessoas mortas por coronavírus em SC não tinha comorbidades

    Percentual de pacientes sem doenças crônicas que foram a óbito chama atenção para os riscos e a necessidade de prevenção em todos os grupos sociais

    17/07/2020 - 15h41 - Atualizada em: 17/07/2020 - 15h55

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    Por Jean Laurindo
    Comorbidade é um dos fatores de risco para que pacientes desenvolvam forma grave da covid-19
    Comorbidade é um dos fatores de risco para que pacientes desenvolvam forma grave da covid-19
    (Foto: )

    Uma em cada cinco mortes causadas pelo novo coronavírus em Santa Catarina era de pacientes sem nenhuma comorbidade. Até a quinta-feira (16), o Estado registrava 588 mortes por causa da covid-19. Desse número, 123 vítimas não registravam nenhuma doença prévia, segundo os dados da Secretaria de Estado da Saúde. O número corresponde a 20,9% do total de mortes em SC, ou um em cada cinco óbitos.

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    Desses 123 pacientes sem comorbidades que morreram por covid-19, 49 tinham menos de 60 anos. Isso significa que 40% das pessoas sem comorbidades que morreram pelo novo coronavírus em SC também não pertenciam ao grupo de risco por conta da idade. Os dados do Estado levam em conta comorbidades informadas pelos médicos na declaração de óbito e repassadas pelos municípios.

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    A proporção mostra que, apesar dos importantes apelos para cuidado redobrado entre idosos e portadores de doenças cardíacas, diabéticos e hipertensos, que somam um terço das mortes em SC, o novo coronavírus representa risco e exige cuidados para pessoas de todas as idades, com ou sem problemas crônicos de saúde.

    A médica infectologista da Diretoria de Vigilância Sanitária de SC (Dive-SC), Lígia Castellon, avalia que os grupos de risco têm mais chance de complicação e de óbito, mas que isso não significa que o fato de ser jovem e não ter comorbidades não vá provocar complicações caso a pessoa se infecte com a covid-19.

    – É importante enfatizar que a pessoa não está protegida de possíveis complicações por não ter fator de risco. É mais raro, mas ela pode sim ter complicações e evoluir para o óbito. Então não se pode abrir mão das medidas de proteção. Ser jovem não é passaporte para não ter complicação para covid – alerta.

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    Além dos óbitos, há o risco também de complicações deixadas pela forma grave da doença, que podem envolver sequelas na parte respiratória. Por se tratar de uma doença nova, ainda não se sabe se elas são definitivas ou temporárias.

    Entre as principais medidas de proteção estão o uso correto da máscara, a higienização das mãos, o distanciamento social e ficar em casa sempre que possível.

    Metade das pessoas que morreram tinha mais de uma comorbidade

    Do total de 588 mortes até a quinta-feira, praticamente metade (297 casos) envolveu pessoas com mais de uma comorbidade. As combinações são bastante variadas, mas doença cardiovascular e diabetes são os problemas de saúde que mais aparecem combinados com outras quadros crônicos entre as mortes por covid-19 que possuíam doença prévia.

    No entanto, a outra metade é representada por pessoas que não tinham comorbidades ou possuíam apenas uma doença prévia. Nesses casos, hipertensão e doença cardiovascular são os casos mais frequentes.

    A infectologista Lígia Castellon afirma que o que se tem visto ao longo do mundo é que a covid-19 tem tido maiores gravidades em pessoas com problemas no coração e nos obesos.

    – Essa combinação de cardiopatia com obesidade tem sido vista como grande fator com chance de complicador segundo os estudos – afirma.

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