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    CICLONE

    Vendaval no Norte de Santa Catarina provoca quedas de árvores e destelhamentos

    A Serra Dona Francisca também foi fechada após quedas de árvores, entre Joinville e Campo Alegre

    30/06/2020 - 15h54 - Atualizada em: 01/07/2020 - 10h05

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    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra árvore que caiu sobre um carro na rua
    Em Canoinhas, uma árvore caiu sobre um carro, entre outras ocorrências
    (Foto: )

    As cidades do Norte de Santa Catarina sentiram os efeitos da formação de um ciclone que passa pelo Estado. Entre Joinville e Campo Alegre, árvores caíram na Serra Dona Francisca, a SC-418, na terça-feira (30). Os km 27 e 32 ficaram interditados. A Polícia Rodoviária Militar realizou o corte das árvores para reabrir a pista.

    foto mostra policial cortando árvore que caiu na pista
    Em Campo Alegre, a pista foi interditada em dois trechos
    (Foto: )

    Canoinhas

    Em Canoinhas, houve queda de árvores e destelhamentos de casas após o vendaval, que teve seu pico às 15 horas. A Defesa Civil de Canoinhas não soube informar quantas ocorrências podem ter sido causadas pelo vendaval porque ainda está sendo realizado o levantamento, mas confirmou que há quedas de árvores e destelhamentos em praticamente todas as regiões da cidade.

    Entre os estragos está o de uma árvore que caiu sobre um carro que estava estacionado na rua. A cobertura de um ginásio em Rio d’Areia ficou comprometida. Uma árvore que caiu no Salto danificou a estrutura do CEI Deckla Prust. A Defesa Civil já está trabalhando para atender as pessoas que tiveram seus bens atingidos. Segundo a Celesc, mais de 20 mil unidades ficaram sem energia elétrica em Canoinhas.

    Corupá

    Em Corupá, mais de 400 estragos foram contabilizados, segundo a Defesa Civil. Vários ginásios, escolas, casas e empresas ficaram destelhadas. Além disso, houve registros de queda de árvores e postes. Muitas casas estão sem luz, ele não tem esse levantamento. Algumas famílias ficaram desalojadas, mas estão em casas de parentes. Ainda de acordo com a Defesa Civil, até o momento, ninguém ficou ferido.

    Garuva

    Em Garuva, o ciclone provocou destelhamento de dezenas de casas e empresas, de acordo com a Defesa Civil. Postes também foram derrubados e uma pessoa ficou ferida após um poste cair sobre o carro que ela dirigia na área industrial do município. Segundo a Celesc, toda a região está sem energia na manhã desta quarta-feira (1). Uma força tarefa está no local e a previsão é restabelecer a energia no decorrer do dia.

    Mulher morreu após carro ser atingido por uma árvore
    Mulher morreu após carro ser atingido por uma árvore
    (Foto: )

    Itaiópolis

    Em Itaiópolis, houve diversas ocorrências por causa do vento. Foram quedas de árvores, destelhamentos e uma empresa de fumo teria ficado destruída após a queda de paredes e teto. A situação mais grave foi a morte de uma mulher de 37 anos após uma árvore cair sobre o carro onde ela estava.

    Miraci Fernandes morreu no dia em que comemorava o aniversário de 37 anos. Segundo a prefeitura de Itaiópolis, ela estava trabalhando na venda de planos funerais na localidade de Lomba do Meio, no interior do município, quando o veículo foi atingido pela árvore. Havia três pessoas no carro durante o acidente.

    Itapoá

    Em Itapoá, por causa dos estragos, a prefeitura suspendeu o atendimento em todos os postos de saúde nesta quarta-feira (1). A população está sendo orientada a procurar apenas o PA 24 horas, que não sofreu danos provocados pela chuva e vento. A Estação de Tratamento de Água precisou ser paralisada pela manhã, o que pode provocar desabastecimento do serviço em vários bairros.

    Segundo a prefeitura, dezenas de casas foram atingidas e algumas ruas ainda estão com acesso interrompido por causa de queda de árvores. O total de ocorrências ainda está sendo contabilizado pelas equipes. A Defesa Civil está sem contato porque as operadoras de telefonia não estão funcionando. Quem precisar de ajuda deve procurar os bombeiros no número 193.

    Árvore foi arrancada do chão pelo vento em São Francisco do Sul
    Árvore foi arrancada do chão pelo vento em São Francisco do Sul
    (Foto: )

    São Francisco do Sul

    A Defesa Civil municipal informou que a cidade teve ventos de 100 km/h. Foram mais de dez ocorrências de casas atingidas por árvores, em localidades como Tapera, Forte e Rocio Grande. Na Tapera, por exemplo, cinco árvores caíram em uma casa, onde estavam uma mãe e duas filhas. Nenhuma delas se machucou. A Defesa Civil e os Bombeiros foram até o local para a retirada das árvores.

    O Centro de Triagem de Covid-19, no Terminal Valter Gama Lobo, teve uma janela estilhaçada. Uma funcionária ficou ferida, mas foi levada para o Hospital Nossa Senhora da Graça estável e sem cortes profundos. O Centro de Triagem está fechado nesta quarta-feira (1) para organização do espaço.

    Além disso, houve quedas de árvores em casas, em vias públicas e destelhamentos. A Secretaria de Turismo, o Premir, a Secretaria de Saúde e o Trapiche do Paulas foram os equipamentos públicos mais atingidos. As equipes já estão tomando providências para a organização dos espaços e melhor atendimento da população.

    Dos 150 metros do trapiche, aproximadamente 50 metros tiveram o tablado de madeira arrancados pelo vento. O espaço foi interditado pela Defesa Civil. Os demais dados de número de ocorrências estão sendo computados pela Defesa Civil do município. As equipes seguem em ação pela cidade para restabelecer as vias públicas e residências que precisam de auxílio. Para quem ainda precisa de atendimento, é só ligar para o número 193 ou 199.

    Outras cidades do Norte

    No Planalto Norte, as cidades de Porto União, Major Vieira, Mafra e Papanduva também registraram uma série de ocorrências de queda de árvore e destelhamento. A região registrou vento forte com chuva e granizo, e boa parte dos municípios está sem energia elétrica. A BR 116, em trecho entre Mafra e Monte Castelo; e a BR 280, em Araquari, também têm trechos interditados.

    Registrou estragos na sua região? Envie fotos para claudia.morriesen@somosnsc.com.br

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