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Política

Vice-presidente Hamilton Mourão faz palestra em Joinville

Após passagem por Jaraguá do Sul, ele conversa com executivos na Acij

31/10/2019 - 16h53 - Atualizada em: 01/11/2019 - 10h40

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Saavedra
Por Saavedra
Loetz
Por Loetz
foto mostra o vice-presidente do brasil hamilton mourão sentado olhando para o lado
(Foto: )

O vice-presidente Hamilton Mourão está em Joinville, na tarde desta quinta-feira (31), para palestra na Associação Empresarial de Joinville (Acij). Cerca de 250 empresários foram convidados para o evento, que começou por volta das 16h45min.

Depois de receber elogios do presidente da Acij, João Martinelli, Mourão começou a palestra bem-humorado, chamando um "Boa tarde" em voz alta "para despertar a plateia".

— Vivemos momentos turbulentos. Globalização e tecnologia são responsáveis por essa situação. Muda o modo de produção. Entramos na economia do conhecimento com inovação constante. Postos de trabalho desaparecem e outros surgem — disse o vice-presidente no início de sua palestra.

Em seguida, ele afirmou ter feito uma radiografia da evolução do mundo nos últimos séculos. Disse que, nos últimos 20 séculos, apenas em dois séculos e meio os chineses não foram os líderes do mundo.

Também fez análise de um mundo global e avaliou que Estados Unidos, a Rússia e os países da Europa são os principais atores globais atualmente. Falou do Brexit e da possibilidade separatista da Escócia.

— Há uma guerra comercial e tecnológica entre a China e Estados Unidos com efeitos para todos os demais — avaliou — E nós no Brasil ainda não resolvemos o básico.

Também criticou a América do Sul e o fato de o continente ainda dedicar-se basicamente à exportação de commoditties.

— Somos um grande supermercado para outros países — disse.

Sobre os países vizinhos, citou a Venezuela e a situação complicada do país.

— Cinco milhões de venezuelanos saíram de lá, o que equivale a 30 milhões de brasileiros saindo do Brasil — analisou.

foto mostra plateia do salão nobre da acij assistindo a palestra do vice-presidente
(Foto: )

Sobre a Argentina, disse que trouxe ao comando o grupo político que gerou a situação de crise atual e que o país é o terceiro mercado do Brasil. Sua crise prejudica as exportações brasileiras, avalia.

— O Brasil tem saída livre para os mares, alem de riquezas. Temos cinco biomas no país e temos dificuldades de transformar isso em poder — afirmou.

Mourão não fez referência à declaração do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, de que se a esquerda brasileira "radicalizar", uma resposta pode ser "via um novo AI-5". O vice-presidente, porém, salientou a importância da democracia.

O Governo se pauta por pacto de gerações. O ponto dois é a democracia: temos de negociar dentro da democracia e do capitalismo, mas não se pode abandonar o social — completou ele.

Mourão afirmou que o Brasil tem R$ 400 bilhões em dívida por ano que é necessário achar o equilíbrio fiscal.

— O Brasil está no agiota — disse.

Para ele, a primeira providência é a reforma da Previdência, que será sancionada no próximo mês. Óbvio que daqui a cinco, seis anos, vamos rediscutir o assunto. A idade mínima deve igualar para mulheres e homens.

Afirmou que a privatização e o enxugamento do Estado são essenciais e que a proposta da reforma administrativa virá.

— Temos de diminuir o número de servidores. A tecnologia irá ajudar nisso. Vamos colocar na mesa o debate para reduzir jornada e salários dos servidores. Outra questão é o orçamento. Temos de dar liberdade ao Congresso formatar o orçamento e escolher em qual cesta os recursos serão alocados.

Agenda em Santa Catarina

Após abrir para questões dos empresários, o presidente da Acij, João Martinelli, fez duas perguntas. Após respondê-las, o vice-presidente Hamilton Mourão encerrou a palestra às 17h32. Ele segue para o aeroporto e volta a Brasília no fim da tarde desta quinta-feira.

Antes de Joinville, ele passou por Jaraguá do Sul, visitou a Weg e conversou com executivos da cidade. "Estou no Brasil que trabalha e produz", disse ele.

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