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VÍDEO: Pai e filha de SC se emocionam com som de batimentos cardíacos após transplante

Paciente de Chapecó recebeu novo coração por sofrer de arritmia intra-arterial aguda

15/06/2022 - 10h39 - Atualizada em: 15/06/2022 - 14h12

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Paulo
Por Paulo Batistella
Sofia
Por Sofia Mayer
Pai ouvia ouvia os batimentos da filha desde a infância dela
Pai ouvia ouvia os batimentos da filha desde a infância dela
(Foto: )

Um vídeo compartilhado por uma catarinense ganhou as redes sociais nesta semana. Ele mostra um pai emocionado ao ouvir pela primeira vez o som dos novos batimentos cardíacos da filha, que havia acabado de passar por um transplante de coração.

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O registro foi divulgado por Marina Azambuja, de 30 anos, que recebeu o novo coração e é natural de Chapecó, no Oeste Catarinense. Ao G1, a paciente disse que o pai, Angelberto, pedia para ouvir o batimento dela desde a infância, quando soava acelerado e descompassado, por conta de um quadro de arritmia intra-arterial aguda.

"Ele sabia exatamente o som do batimento antigo. Muitas vezes, ele chorava e sofria pelo fato dele [o antigo coração] não estar bem", escreveu ela nas redes sociais.

A cena foi registrada em um hospital de Campo Largo, no Paraná, para onde Marina precisou se mudar para estar próxima do local em que ocorreria o procedimento. A paciente escolheu entrar na fila de transplante há cerca de oito meses, por já tomar medicamentos muito fortes, mas não ter resultados satisfatórios.

Ela havia passado pela cirurgia há 10 dias, mas estava há quase 20 sem ver o pai. No período, ela esteve acompanhada do marido, Alecir, e da mãe, Isabel. "Então pedi a permissão para ele [o pai] poder ouvir meu novo batimento e gravei a reação dele."

Devido à condição de saúde com a qual Marina era diagnosticada, uma parte do coração da catarinense, o ventrículo, deixou de se desenvolver normalmente, enquanto uma outra, o átrio, era considerada muito grande.

— O coração não suportava todo o sangue que vinha de cima e jogava muto rápido 'para fora'. Eu já não tinha muita força. Eu cansava fácil, tinha dificuldade para falar e respirar. O coração já estava muito inchado — disse a paciente, ao G1.

Marina conta que recebeu a notícia sobre o transplante a duas horas do início do procedimento, quando estava em uma igreja de Campo Largo. Agora ela seguirá sob acompanhamento médico na cidade e só poderá voltar a Chapecó em cerca de um ano.

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