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Violência doméstica é caso mais frequente em núcleo de SC voltado a vítimas de crimes

De 100 atendimentos já feitos por grupo recém-criado, 95 foram protagonizados por vítimas mulheres

13/07/2022 - 07h29

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Paulo
Por Paulo Batistella
Núcleo também identificou casos de violência sexual e estupro de vulnerável
Núcleo também identificou casos de violência sexual e estupro de vulnerável
(Foto: )

Um grupo recém-criado por autoridades de segurança em Santa Catarina para atender vítimas de crimes tem concentrado até aqui casos de violência doméstica. O Núcleo Especial de Atendimento a Vítimas de Crimes (Neavit), lançado em fevereiro, chegou a 100 atendimentos nesta semana, dos quais 95 foram protagonizados por mulheres.

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Entre essas ocorrências relatadas por mulheres neste período, 46 envolvem violência doméstica, crime cometido por um ex ou atual companheiro em 85% das ocasiões.

Também foram recorrentes casos de violência sexual fora do ambiente doméstico e de estupro de vulnerável, com 11 e oito relatos, respectivamente, segundo o MPSC.

Os atendimentos do Neavit tiveram ainda mais três casos que envolveram violência, mas ela sem estar relacionada à condição de gênero da vítima nem ao ambiente doméstico, como ocasiões de roubo e sequestro, e 32 relatos de crimes sem violência física.

O núcleo se trata ainda de um projeto experimental e, apesar de concentrar mulheres entre as vítimas até aqui, não foi criado necessariamente com esse propósito. A ideia é organizar uma cooperação entre autoridades de segurança para orientar pessoas que tenham sofrido qualquer crime a respeito de seus direitos.

"[...] O núcleo se propõe a evitar que as pessoas atingidas pela violência e criminalidade tenham que ir de porta em porta nas repartições públicas até encontrar o serviço que necessitam", escreveu o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que integra a iniciativa, ao divulgar os primeiros números dela.

Os trabalhos se concentram até aqui na Grande Florianópolis, com 11 pontos de atendimento e cerca de 40 colaboradores envolvidos. A capital catarinense acolheu 79 dos casos relatados até aqui. Biguaçu, Palhoça e São José tiveram 12, cinco e quatro, respectivamente. A ideia é expandir o projeto para outras regiões até o fim do ano.

Além do MPSC, compõem o núcleo a seccional catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), a Polícia Civil, a Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (SDS).

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