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A TIROS

Vizinho que matou blumenauense por som alto é condenado e sai preso do Tribunal de Júri

Douglas Junckes foi assassinado a tiros durante uma discussão com o morador do mesmo condomínio em que ele vivia

23/11/2021 - 08h48 - Atualizada em: 23/11/2021 - 09h01

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Douglas viajaria à Europa no dia em que morreu
Douglas viajaria à Europa no dia em que morreu
(Foto: )

Foi condenado a 14 anos de prisão o acusado de matar a tiros o blumenauense Douglas Junckes. A sentença foi definida após horas de julgamento nesta segunda-feira (22). Douglas foi morto pelo vizinho em 2018, no apartamento onde morava em Curitiba, por conta de um desentendimento envolvendo som alto. 

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Condenado, o empresário Antônio Humia Dorrio, 52 anos, aguardava o julgamento em liberdade. Ele não poderá recorrer fora da prisão. São 13 anos pelo homicídio simples e um ano e três meses pela posse irregular de arma de fogo. O juiz também determinou a imediata prisão de Dorrio, que saiu do tribunal já detido. 

Ele era o vizinho de cima de Douglas no condomínio no bairro Juvevê onde ambos viviam. No dia 20 de maio de 2018, Dorrio teria descido armado ao apartamento do blumenauense para reclamar do som do contrabaixo que ele tocava. Durante a discussão, disparou quatro tiros no blumenauense de 36 anos, que morreu no local. O empresário alegou ao júri que agiu em legítima defesa.

Douglas Junckes era engenheiro de telecomunicações. Trabalhava em uma multinacional, em Curitiba, e estava prestes a viajar para a Europa de férias, onde excursionaria tocando baixo em uma banda. Ele embarcaria no dia em que foi morto dentro de casa.

O Tribunal de Justiça do Paraná decidiu em 2019 encaminhar o caso ao júri popular. Dorrio seria julgado por homicídio duplamente qualificado — motivo fútil e por usar recurso que impediu a defesa da vítima. 

Em fevereiro de 2020, o mesmo tribunal acolheu um recurso da defesa e retirou as qualificadoras. Os defensores de Dorrio sustentaram que o crime foi precedido de uma discussão, tese acolhida pelos desembargadores. Por isso, o julgamento foi por homicídio simples.

Apesar disso, a pena foi superior ao que normalmente ocorre por conta dos critérios da culpabilidade, circunstâncias e personalidade do homem, analisa Rodrigo Novelli, assistente de acusação contratado pela família da vítima. 

— A família nunca buscou uma pena específica, foi buscado o reconhecimento da prática de um crime horrendo contra uma vítima indefesa que está em sua casa. A justiça foi feita e a sociedade de Curitiba reconheceu a responsabilidade do acusado — avaliou Novelli. 

A defesa do empresário pode recorrer à instância superior. A reportagem não conseguiu contato com o advogado até o fechamento deste texto.

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