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Volta às aulas em SC: professores têm regras para evitar contágio por covid e critérios para afastamento

Diretrizes do governo catarinense preveem normas para evitar a infecção dos professores, mas classe espera por vacinação para ter segurança

19/02/2021 - 09h00

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Lucas
Por Lucas Paraizo
Volta às aulas em Santa Catarina
Volta às aulas em Santa Catarina tem regras para professores e alunos
(Foto: )

O retorno das aulas na rede estadual nesta quinta-feira (18) marcou a volta das atividades em todas as escolas de Santa Catarina, após o início do ano letivo nas unidades privadas e municipais ao longo das últimas semanas. Com medidas de segurança e a obrigatoriedade de máscara, distanciamento e álcool gel, a saúde dos professores também é um ponto de preocupação após quase um ano de salas de aula fechadas.

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Com as primeiras experiências em escolas municipais nos últimos 10 dias, várias cidades catarinenses já registraram o afastamento de professores por causa do coronavírus. Em Joinville, por exemplo, seis profissionais de uma escola precisaram ser afastados por sintomas de covid-19 após o primeiro dia de aula do ano. Em Blumenau, foram 18 afastamentos entre alunos e professores na rede municipal em menos de duas semanas, e em Brusque ao menos 13 casos foram registrados.

A identificação e o afastamento de profissionais com sintomas gripais estão descritos nas diretrizes de volta às aulas em Santa Catarina. O documento da Secretaria de Estado da Educação (SED), que regra todos os critérios que as escolas devem respeitar, afirma que qualquer profissional da escola deve ser afastado imediatamente em qualquer caso de suspeita de covid-19. Se o diagnóstico for positivo para covid-19, a situação deve ser informada aos órgãos de saúde e a pessoa deverá ficar isolada durante o tempo necessário.

O documento da SED descreve também outras regras que as escolas devem seguir para tratar os casos suspeitos. Dentro das unidades, deve haver uma sala preparada para servir de ponto de isolamento para os casos suspeitos. Destas salas, a escola deve ter também um plano de saída da pessoa infectada, para que ela deixe o local sem contato com outros alunos ou profissionais.

Para qualquer caso suspeito, a escola deve também reforçar a limpeza dos ambientes e utensílios usados pela pessoa antes do isolamento. Além disso, por regra, os professores devem higienizar as mãos e trocar de máscara ao fim de cada aula ou troca de sala.

Ainda segundo a Secretaria de Estado da Educação, as escolas que não tiverem como aplicar as medidas necessárias para a estrutura física, os profissionais e os equipamentos de segurança, deverão funcionar apenas no modelo remoto, com aulas 100% online. O retorno das aulas em SC prevê três modelos diferentes, conforme a situação de cada unidade e de cada município, variando entre 100% presencial, híbrido e 100% online.

Sindicato cobra vacinação para professores e cria canal de denúncias

A segurança dos professores na volta às aulas tem motivado uma série de reuniões e debates entre a classe e o governo de Santa Catarina. Para o coordenador estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC), o professor Luiz Carlos Vieira, as medidas tomadas até agora são importantes, mas não suficientes:

- As regras nem sempre acontecem na prática no dia a dia na escola. E com a volta às aulas, os professores vão estar circulando ainda mais, não só no ambiente escolar, mas também no trajeto, e ele convive quatro horas por dia com os estudantes. Como sabemos, crianças e jovens podem ser assintomáticos, então logo não há como, objetivamente falando, ter uma proteção que consiga garantir a saúde dos professores.

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Em acordo com o governo do Estado, o Sinte criou um canal de denúncias no site do sindicato, onde professores podem informar casos de desrespeito às medidas sanitárias e a falta de equipamentos de proteção ou itens de limpeza. Conforme o sindicato, relatos já foram feitos no primeiro dia de aulas na rede estadual, nesta quinta (18).

O sindicato cobra também que os professores sejam priorizados na vacinação contra o coronavírus em Santa Catarina. Atualmente, a categoria faz parte dos grupos prioritários que devem ser vacinados nos próximos meses, mas sem data estimada para início da imunização. Conforme o Plano Estadual de Vacinação, cerca de 113 mil professores devem ser vacinados em SC, e o grupo integra a fila de prioridades depois dos idosos, trabalhadores da saúde e profissionais das forças de segurança.

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