Werner Ricardo Voigt é o nome por trás da primeira letra da sigla que dá nome à multinacional WEG, uma gigante de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Falecido em 2016, o catarinense teve uma trajetória marcada por inovação, espírito empreendedor e até paixão pela música.

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A empresa de fabricação de motores elétricos foi fundada em 16 de setembro de 1961 pelo trio Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. As habilidades do eletricista, administrador e do mecânico foram unificadas e resultaram na fundação da Eletromotores Jaraguá. Algum tempo depois, a empresa mudou de nome e passou a ser chamada de WEG, sigla que junta as iniciais dos fundadores e explica a origem do império.

Confira fotos de Werner Ricardo Voigt, a letra “W” da WEG

Descendente de imigrantes alemães vindos da região de Düsseldorf, Werner nasceu em 8 de setembro de 1930. Desde menino, sempre teve a eletricidade como uma paixão. Além disso, também despertou cedo para os prazeres da leitura por influência do avô, Leo Schulz, construtor e professor, que recebia inúmeros livros e revistas técnicas da Alemanha.

Já adolescente, foi morar em Joinville, onde estudava no Senai e trabalhava na oficina de Werner Strohmeyer. Aos 18 anos, foi convocado para servir ao Exército, em Curitiba, no Paraná. Após o serviço militar, foi um dos dois soldados selecionados para frequentar a Escola Técnica Federal, onde se especializou em radiotelegrafia e eletrônica.

Paixão pela música

Clarinetista desde os 14 anos, o catarinense tinha verdadeira paixão pela música, por influência do avô. Sabendo deste talento, Francisco e Adélia Fischer o convidaram para fazer parte de uma pequena orquestra montada com amigos e parentes e que ensaiava na sala da casa deles. Ela daria origem, em 1956, à Sociedade Cultura Artística (Scar), que é referência em atividades culturais no Norte de Santa Catarina.

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Caminho até a WEG

Em setembro de 1953, Werner instalou uma pequena oficina no Centro de Jaraguá do Sul. O negócio, que prestava serviços gerais e atendia quase exclusivamente a manutenção de cerca de 20 veículos motorizados que circulavam pela cidade e região, cresceu e, mais tarde, o empreendedor utilizaria seu talento para dar início a WEG.

Veja fotos antigas da WEG

Inclusive, Werner foi o responsável por idealizar o protótipo de um motor que se tornou o produto originário da multinacional. Visionário e apaixonado por inovação, ele comandava a tecnologia utilizada na fábrica. 

Em outubro de 1988, quando Décio da Silva, filho do cofundador Eggon, assumiu a presidência, Werner passou a ocupar o conselho administrativo e deixou de exercer funções executivas na empresa. 

Empresário foi o último fundador da WEG a morrer

Em junho de 2016, aos 85 anos, Werner Ricardo Voigt faleceu de causas naturais no município onde ajudou a formar o império bilionário. “Até os últimos dias de vida Werner foi um frequentador assíduo das fábricas da WEG”, cita a empresa.

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Ainda em setembro de 2015, o empresário já havia sido hospitalizado após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Nesta época, ele já era o único cofundador da WEG que ainda estava vivo.

Em suas falas, Werner sempre reforçava a importância de cada colaborador que fazia parte da multinacional, independente do cargo exercido.

“Temos muita gente boa que colaborou (para o crescimento da empresa). Tem sempre aquele que acredita na hora, esse é o bom da coisa. Eu falo com o varredor da fábrica e com o engenheiro-chefe. Para mim, é a mesma coisa. Somos todos gente aqui na Terra. Fico feliz que crescemos tanto assim. Desejo muita saúde para todo mundo e vamos fazer cada vez mais e melhor” destacou Werner no discurso feito durante a celebração dos 50 anos da WEG.

A morte do empresário gerou grande comoção no Estado. O governador da época, Raimundo Colombo, destacou o papel de Werner na economia da região.

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“SC está de luto! A gente perde um homem realizador, empreendedor, que com a sua inteligência e criatividade desenvolveu um setor importante da nossa economia, gerando milhares de empregos. A sua simplicidade encantava. Sua inteligência era uma referência para todos nós”, lamentou.

Família na lista dos bilionários 

Com apenas 20 anos, Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG, se tornou a nova bilionária mais jovem do mundo, conforme a nova lista da Forbes, publicada em 10 de março. O patrimônio total da jovem alcança R$ 5,7 bilhões, sendo que ela possui 2% da empresa com sede em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense.

Conforme a Forbes, a fortuna de Amelie vem da herança de seu avô Werner Ricardo Voigt. Aos 20 anos, a herdeira é mais jovem que os irmãos, os gêmeos Pedro e Felipe Voigt Trejes, que também aparecem no ranking, e sete semanas mais nova que o herdeiro farmacêutico alemão Johannes von Baumbach, agora o segundo mais jovem da lista.

O patrimônio total da jovem é de 1,1 bilhão de dólares, equivalente a R$ 5,72 bilhões, correspondente à parte que detém da multinacional.

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Além de Amelie, outros familiares ligados à fortuna deixada por Werner também aparecem no ranking. Confira abaixo:

  • Dora Voigt de Assis, 28 anos: patrimônio de 1,4 bilhão de dólares;
  • Felipe Voigt Trejes (irmão de Amelie), 23 anos: patrimônio de 1,1 bilhão de dólares;
  • Pedro Voigt Trejes (irmão de Amelie), 23 anos: patrimônio de 1,1 bilhão de dólares;
  • Lívia Voigt de Assis, 21 anos: patrimônio de 1,4 bilhão de dólares.

Frase marcante de Werner

“Em toda nossa vida pessoal e profissional, sempre primamos pela honestidade. Jamais tentamos lucrar prejudicando alguém.”

Quem são os três fundadores da WEG

*Sob supervisão de Leandro Ferreira

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