Defensoria tem 15 dias para apresentar defesa em investigação contra Eduardo Bolsonaro

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é acusado de coação durante o processo de golpe de estado

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Eduardo Bolsonaro foi alvo de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (Foto: Nelson Jr., SCO, STF, Arquivo)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou a Defensoria Pública da União (DPU) a apresentar defesa prévia do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nesta quinta-feira (16). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é acusado de coação durante o processo de golpe de estado.

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Eduardo Bolsonaro foi alvo de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), em setembro. O deputado federal é acusado, junto do youtuber Paulo Figueiredo, por coação em processo judicial. Para a PGR, o político teria atrapalhado o processo de golpe de estado, em que Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Como Eduardo Bolsonaro se encontra nos Estados Unidos desde o começo do ano, Moraes determinou a notificação por edital, para que o deputado federal apresente alguma resposta. Na ocasião, o ministro afirmou que Eduardo Bolsonaro estaria “fugindo da lei”.

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Apesar da notificação, o deputado federal não apresentou defesa prévia. A falta de resposta motivou Moraes a intimar a Defensoria Pública para apresentar defesa em nome do político. O prazo é de 15 dias úteis.

Com a apresentação da resposta, o ministro poderá dar andamento ao caso. A denúncia poderá ser aceita, tornando Eduardo Bolsonaro em réu, ou poderá ser arquivada.

Eduardo Bolsonaro pode ser cassado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), barrou a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL) para a liderança da minoria.

Sem ser líder da minoria, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro seguirá tendo faltas computadas e deve perder o mandato. Isto porque o parlamentar não pode ter mais do que um terço de ausências não justificadas em sessões deliberativas. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro.

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Segundo Motta, entre as obrigações de um parlamentar está a de frequentar presencialmente o Congresso Nacional. O registro remoto, embora possível, é exceção permitida apenas a deputados que estão em missão autorizada para representar a Casa.

*Sob supervisão de Luana Amorim
**Com informações da CNN e g1

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