Em alegações finais, Bolsonaro pede ao STF para ser absolvido por “ausência de provas”

Defesa também afirmou que ele nunca agiu para impedir a posse do presidente Lula e sempre defendeu a democracia

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Caso será investigado pela Polícia Civil (Foto: Gustavo Moreno, Divulgação STF)

PGR alega que Bolsonaro articulou a tentativa de golpe (Foto: Gustavo Moreno, Divulgação STF)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou as alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) nas quais disse que nunca agiu para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele também pediu que fosse absolvido por “ausência de provas”. As informações são do g1.

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“Em momento algum Jair Bolsonaro praticou qualquer conduta que tivesse por finalidade impedir ou dificultar a posse do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo contrário, sempre defendeu e reafirmou a democracia e o Estado de Direito”, diz a defesa.

A manifestação foi feita no processo da trama golpista, no qual Bolsonaro é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser o líder do plano de tentativa de golpe de 2022.

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A PGR alega que Bolsonaro articulou a tentativa de golpe e era também “o principal beneficiário do plano criminoso”, caso tivesse sido bem-sucedido.

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A defesa afirma ainda que “o réu jamais aderiu a qualquer suposta conspiração” e que “as acusações são fruto de ilações e interpretações distorcidas de atos e falas descontextualizados”.

Os advogados afirmam que “não há nos autos prova idônea que demonstre que Jair Bolsonaro tenha, de qualquer forma, atentado contra o livre exercício dos Poderes constitucionais, tampouco instigado terceiros a fazê-lo”. O caso deve ser julgado pelo STF nas próximas semanas.

Bolsonaro negou que tenha sido o líder do plano, conforme apontado pela PGR.

“As constatações da PGR somam-se à ausência de provas de participação ou mesmo ciência do Peticionário a respeito dos planos que se desenvolviam enquanto mantinha suas atividades funcionais relacionadas à transição do governo”, afirma a defesa na alegação final.

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Pedido de absolvição

Nas alegações, Bolsonaro ainda pede absolvição ao STF por “ausência de provas”, já que, segundo ele, “não há crime” nos fatos descritos pela PGR. A denúncia, segundo a defesa, seria baseada em “ilações e interpretações distorcidas” e que “o réu jamais aderiu a qualquer suposta conspiração”.

“Na linha do que já foi exaustivamente comprovado, o Peticionário não teve qualquer participação ou mesmo ciência das ações referidas nos diversos ‘planos’ narrados na denúncia. A análise detida dos autos revela um vazio probatório e narrativo.”.

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“Os invasores de 8 de janeiro, por essa narrativa, precisam de um chefe. De um líder. Nem a parcial Polícia Federal enxergou essa liderança. Nenhum dos réus afirmou a existência da liderança do ora Peticionário.”

O texto ainda diz que “não há uma única prova” que o vincule o ex-presidente ao plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, aos “Kids Pretos” ou aos atos de 8 de janeiro.

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Críticas à mídia

No documento, Bolsonaro diz que o processo está inserido em um ambiente de “massacre midiático” e que boa parte da imprensa já o trata como culpado.

“Uma parte expressiva do país, a maioria da imprensa, não quer um julgamento, quer apenas conhecer a quantidade de pena a ser imposta”, trazem as alegações.

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A defesa afirma que reportagens com “fontes não identificadas” teriam especulado datas e até locais de prisão do ex-presidente, o que reforça “julgamento antecipado”.

Enquanto a PGR argumenta que Bolsonaro teria aprovado um decreto para prender autoridades e intervir no TSE, a defesa do ex-presidente afirma que esses textos “não existem nos autos” e que o golpe não foi executado.

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“De todo modo, é certo que não houve assinatura de decreto algum, não resultando, dali, qualquer ação, quanto mais efetivamente armada.”

Por fim, a defesa também questiona a validade de provas obtidas por meio da delação de Mauro Cid, alegando que houve cerceamento de defesa. Os advogados alegam que a acusação teria escolhido apenas as provas que interessavam, sem considerar elementos que poderiam beneficiar Bolsonaro.

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