Jorge Messias fala em “honra” ao se manifestar pela primeira vez sobre indicação ao STF

Indicação de Lula para vaga de ministro ao Supremo Tribunal Federal foi confirmada nesta quinta-feira (20)

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Jorge Messias é o atual Advogado-Geral da União (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

O advogado-geral da União, Jorge Messias, se manifestou na tarde desta quinta-feira (20) após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicá-lo para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso. Nas redes sociais, Messias afirmou que recebe “com honra” a indicação.

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O indicado de Lula escreveu, em uma nota pública, que agradece a confiança do presidente e acolhe “com afeto todas as orações e manifestações de apoio recebidas”.

“Uma vez aprovado pelo Senado, comprometo-me a retribuir essa confiança com dedicação, integridade e zelo institucional”, escreveu.

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Na nota, ele ainda diz que buscará “demonstrar o atendimento aos requisitos constitucionais necessários ao exercício desta elevada missão de Estado”.

“Reafirmo meu compromisso com a Constituição da República, com o Estado Democrático de Direito e com a Justiça brasileira, em especial, com os relevantes deveres e responsabilidades da Magistratura nacional”, finalizou a nota.

Veja a publicação

Jorge Messias era apontado como favorito

Fontes próximas ao presidente Lula afirmaram, desde a saída de Barroso, que se aposentou no início de outubro, que o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) era o favorito do presidente para a substituição.

Jorge Rodrigo Araújo Messias tem 45 anos, é graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília (UnB). Entrou no serviço público como procurador da Fazenda Nacional, em 2007.

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Publicamente, Messias ficou conhecido depois de ser citado pela então presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016 em um grampo telefônico em que a petista prometia entregar um termo de posse de Lula como ministro da Casa Civil.

O gesto foi criticado por ser visto como manobra para evitar possível prisão de Lula em caso de decisão de Sérgio Moro. Lula acabou não tomando posse, e foi preso dois anos e meio mais tarde. Na gravação do telefonema divulgada por Moro, Dilma pareceu se referir ao então subchefe para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Presidência da República como “Bessias”, apelido que marcou a entrada dele no noticiário político.

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A indicação de Lula, agora, vai passar pela aprovação do Senado. Depois, se aceito, Messias poderá tomar posse na Corte.

Veja fotos de Jorge Messias