Lula convoca reunião com ministro da AGU após aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes

O presidente estava no Palácio da Alvorada quando as sanções foram aplicadas

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Lula convocou reunião (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Reunião ocorre logo após o anúncio da sanção (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Uma reunião com o ministro da Advocacia Geral da União, Jorge Messias, foi convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira (30). As informações são do O Globo.

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O presidente estava no Palácio da Alvorada quando as sanções foram aplicadas. Na decisão, o governo americano informou que todos os eventuais bens de Moraes nos EUA estão bloqueados, bem como qualquer empresa ligada a ele.

O ministro também está proibido de realizar transações com cidadãos dos EUA, utilizando cartões de crédito de bandeira americana, por exemplo. Como um dos motivos citados para a decisão, Scott Bessent, secretário de Tesouro dos EUA, mencionou diretamente uma suposta “caça às bruxas”, ao dizer que o ex-presidente do Jair Bolsonaro é alvo do ministro do STF.

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Moraes já teve o visto revogados há duas semanas, com a mesma justificativa de “caça às bruxas” política de Moraes contra Bolsonaro.

O que é a Lei Magnitsky?

A Lei Magnitsky é uma medida criada pelos Estados Unidos para impor restrições a estrangeiros que tenham cometido corrupção grave ou violação dos direitos humanos. Formulada em 2012, no governo do ex-presidente Barack Obama, a medida surgiu para sancionar envolvidos na morte do advogado Sergei Magnitsky, morto na prisão após investigar esquema de corrupção do governo russo.

Em 2016, a lei, que ficou conhecida como “pena de morte financeira”, foi ampliada e passou a valer para acusados em qualquer país. Embora não sejam punitivas, as medidas impedem que o indivíduo entre nos Estados Unidos ou mantenha contas e operações financeiras no país.

A principal sanção prevista na lei é o bloqueio de bens de pessoas — ou organizações — que estejam nos EUA. Isso inclui desde contas bancárias e investimentos financeiros até imóveis, por exemplo. Os sancionados não podem realizar operações que passem pelo sistema bancário dos EUA.

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Na prática, isso leva ao bloqueio de ativos dolarizados mesmo fora da jurisdição norte-americana, bem como o bloqueio de cartões de crédito internacionais de bandeiras com sede no país.

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