No julgamento da denúncia contra Bolsonaro e 7 acusados por tentativa de golpe nesta terça-feira (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes disse, ao reafirmar a competência do STF no julgamento de todos os crimes relacionados ao dia 8 de janeiro de 2023, que o tribunal não está “condenando velhinhas com a Bíblia na mão, que estariam passeando”. Para ele, não existe “nada mais mentiroso do que isso”.
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A fala foi proferida durante os votos individuais de cada ministro sobre as análises processuais citadas pelas defesas dos acusados. A questão era se o STF e a 1ª Turma poderiam julgar o caso. Moraes aproveitou a ocasião para “desfazer uma narrativa totalmente inverídica”, segundo ele.
— Eu aproveito aqui, presidente, para desfazer uma narrativa totalmente inverídica. Até um dos nobres advogados disse uma questão de terraplanismo, de que aqui seria muito semelhante. Se cria uma narrativa assim como a terra seria plana, o Supremo Tribunal Federal estaria condenando, abre aspas, “velhinhas com a bíblia na mão”, fecha aspas, que estariam passeando num domingo ensolarado pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Congresso Nacional e pelo Palácio do Planalto. Nada mais mentiroso do que isso, seja porque ninguém lá estava passeando, e as imagens demonstram isso, seja pelas condenações que eu peço para colocar para facilitar — disse Alexandre de Moraes.
Em seguida, o ministro mostrou dados e o perfil das vítimas que estão sendo e já foram julgadas pelos atos no dia 8 de janeiro. Foram 497 ações penais julgadas, com a maioria dos réus sendo condenados a penas de um ano (com 14 idosos).
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O caso será analisado pela 1ª turma do STF, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que preside o colegiado. A sessão começou por volta das 9h40min e se estende para as sessões previstas para a tarde desta terça e também para a manhã de quarta-feira (26).
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