Funcionários da Caixa seguem paralisados após tentativa de acordo; veja como fica atendimento

Greve começou dia 10 de setembro e votação desta segunda-feira (21) rejeitou nova proposta de banco

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Novo Acordo Coletivo de Trabalho é vetado e funcionários da Caixa mantem paralisação nacional por tempo indeterminado

Paralisação já dura 12 dias e não há previsão para encerramento (Foto: g1)

Maioria de trabalhadores da Caixa Econômica Federal vetou mais uma tentativa da empresa de encerrar a paralisão e retomar de serviços. Os grevistas de reuniram, nesta segunda-feira (21), em assembleia online para analisar o segundo projeto de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os funcionários negaram o acordo e afirmam que o principal impasse é o plano de saúde oferecido.

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Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) informou que 102 localidades comunicaram a rejeição da proposta, em compaaração com 30 bases sindicais que aprovaram o acordo. Apenas no sindicato dos bancários de São Paulo, Osasco e Região, foram 59,3% de votos contrários.

As votações ocorrearm de maneira virtual, das 11h às 18h em todo o país.

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Trabalhadores pedem melhores consições e direitos

A greve teve início em 10 de setembro de 2026 e foi motivada pela não adesão dos trabalhadores aos direitos oferecidos pelo Acordo Coletivo de Trabalho da Caixa, documento que estabelece a negociação entre uma ou mais empresas e entidade sindical de trabalhadores.

Segundo os representantes sindicais, o principal fator negativo da proposta é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados. Pelo novo ACT, a contribuição dos titulares passaria a ser de 3,7% da remuneração-base a partir de 2027. Para os dependentes diretos, a mensalidade seria de apenas R$ 560.

Outro ponto foi o reajuste das cobranças de pronto atendimento, que caiu para R$120, sendo R$30 reais a menos que anteriormente.

Com estas mudanças no projeto, mais de 90% das bases sindicais se uniram para rejeitar o ACT e determinaram paralisação dos serviços.

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A greve para a população geral

Os trabalhadores e serviços estão paralisados, entretanto o calendário de contas ocorre normalmente. De acordo com o Procon-SP, a greve não afasta a obrigação de pagar as contas dentro do prazo de vencimento e por isso, o consumidor deve ficar atento às datas para evitar a cobrança de juros.

Caso a pessoa não consiga realizar o pagamento pelos sites, aplicativos dos bancos, casas lotéricas ou redes de supermercado e o cidadão puder confirmar que foi impossibilitado de cumprir com suas responsabilidades, por conta da indisponibilidade do serviço bancário, é viável contestar multas, juros e outros.

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Além do pagamento de contas, saques e depósitos de dinheiro podem ser realizados em caixas eletrônicos, sem serem afetados pela parada.

Bolsa Família para ou continua?

Segundo a Caixa Econômica Federal, os pagamentos do Bolsa Família serão realizados normalmente. Os canais de pagamento de benefícios sociais permanecem funcionando e que os beneficiários poderão acessar os recursos, principalmente pelo crédito em contas bancárias.

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FOTOS: Repasses do Bolsa Família começaram no dia 17 mesmo com paralisação na Caixa

O impacto da paralisação se concentra exclusivamente em quem depende do atendimento humano no balcão para destravar o acesso aos recursos. Nesses casos específicos, a menor quantidade de funcionários trabalhando pode gerar filas e lentidão.

O dinheiro pode ser movimentado pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa ou pelo cartão de débito vinculado à conta. Os recursos podem ser usados para fazer PIX, pagar contas e boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais.

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*Sob Supervisão de Abinoan Santiago