SC decreta situação de emergência pelo terceiro ano seguido após explosão de casos de dengue

Ato de assinatura aconteceu em Joinville, cidade que enfrenta pior cenário da doença

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Autoridades participaram do ato, em Joinville (Foto: Fernanda Silva/A Notícia)

O Governo do Estado assinou o documento que decreta situação de emergência em Santa Catarina por causa da crescente no número de casos e mortes por dengue. O ato aconteceu na manhã desta quinta-feira (22) em Joinville, cidade catarinense que mais tem óbitos e enfrenta o pior cenário da doença. Este é o terceiro ano seguido que SC vive uma epidemia e declara emergência na saúde pública por causa da doença.

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Durante a coletiva de imprensa, a secretária de Estado de Saúde, Carmen Zanotto citou que o clima tem influenciado na proliferação do Aedes aegypti e que, por este motivo, a Defesa Civil também está envolvida na fiscalização e combate á doença.

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— Temos que entender que o que estamos vivendo pode ser entendido como um desastre climático — afirmou.

A secretária ainda disse que, se for preciso, usará forças de segurança para entrar em casas e locais abandonados a fim de combater os focos do mosquito.

Em todo Estado, o número de casos prováveis em 2024 já é 650% maior do que no mesmo período do ano passado. Além disso,155 cidades catarinenses estão infestadas pelo Aedes aegypti e, em dois meses, unidades de saúde já registram filas e superlotação, além de nove mortes confirmadas.

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Neste ano, já foram registrados 17.696 casos prováveis de dengue em 177 cidades. Também foram identificados 12.885 focos do Aedes aegypti em 215 dos 295 municípios. A alta em números de casos confirmados e mortes fez com que oito cidades de Santa Catarina decretassem situação de emergência pela doença. São elas:

  • Florianópolis;
  • São José;
  • Balneário Piçarras;
  • Coronel Martins;
  • Penha;
  • Itapiranga;
  • Araquari;
  • Joinville.

Veja fotos da coletiva de imprensa

O que leva a um decreto de emergência

Um decreto de emergência é publicado na saúde pública quando há um risco epidemiológico que pode colapsar o sistema. Em Santa Catarina, a maioria das cidades está infestada pela dengue e isso fez com que oito cidades assinassem o decreto.

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O governo do Estado também deve assinar o documento. Isso vai ocorrer por conta do alto número de casos já notificados e prováveis da doença que, em caso de agravamento de pacientes, podem extrapolar a capacidade de hospitais e demais unidades de saúde sob a direção municipal e estadual.

Com o decreto, portanto, o governo tem a possibilidade de pedir mais recursos do governo federal que devem ser investidos, conforme a secretária Carmen Zanotto, na contratação de quadro pessoal e compra de novos leitos para evitar-se as superlotações que foram recorrentes no ano passado.

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— As ações devem facilitar o acesso e o tratamento adequado dos pacientes, a fim de evitar complicações e mortes associadas a essa doença, neste momento de transmissão acelerada de dengue, que pode ser saturar a rede de assistência rapidamente — destaca Zanotto.

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