Imagens de câmeras de segurança revelaram como os dois homens presos por envolvimento no atentado contra o tenente da Polícia Militar de São Paulo Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, participaram do crime, que aconteceu no sábado (17). Conforme a prefeitura, eles teriam ajudado os atiradores prestando apoio logístico com outros veículos.
As câmeras do sistema de monitoramento da cidade foram analisadas logo depois do atentado e, com elas, a polícia conseguiu acompanhar o deslocamento dos suspeitos até a comunidade de Heliópolis, conforme informações do g1. Ronickson foi atingido por tiros na cabeça poucos minutos depois de sair de uma academia.
Veja o vídeo
Novas imagens – Uma câmera de segurança registrou o momento em que os suspeitos de atirar contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, passaram pela rua da academia onde a vítima estava momentos antes do ataque,… pic.twitter.com/GhW4HbSBeH
— g1 (@g1) June 28, 2026
Um dos suspeitos teria dirigido um carro que levou um dos atiradores até o local onde ele embarcou na motocicleta utilizada no atentado. Outros dois veículos, que teriam acompanhado a ação antes e depois dos tiros, também foram identificados pelas câmeras.
Os suspeitos foram localizados no domingo (28), após terem a prisão temporária decretada, em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo. Os automóveis foram apreendidos com os investigados e vão passar por uma perícia. Outro homem, de 24 anos, foi até o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para acompanhar o pai, mas não chegou a ser preso.
Veja fotos do caso do ataque à Ronickson Pimentel
Tenente está internado em estado gravíssimo
De acordo com a última atualização, no domingo (28), Ronickson está internado em estado gravíssimo e estável, sob monitoramento neurológico contínuo, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, no ABC Paulista.
Polícia investiga motivação do ataque contra PM
A Polícia Civil apura a motivação do ataque contra o tenente Pimentel. Segundo o major Marcos Verardino, em entrevista concedida neste domingo (28) no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, em São Paulo, as investigações indicam que o crime foi planejado.
— A gente ainda está cruzando as informações para verificar a motivação, mas com certeza premeditado — afirmou.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações apontam que os suspeitos teriam ligação com os homens responsáveis pela perseguição e pelos disparos contra o policial militar. A apuração indica que eles teriam dado apoio à ação criminosa, atuando de forma coordenada com os executores por meio de veículos que acompanharam a motocicleta usada no atentado antes e depois dos tiros.





