Bebê de 11 meses intoxicado por droga sintética continua na UTI em estado grave

Houve uma tentativa de extubação nesta segunda-feira (22), sem sucesso; criança teve uma parada cardíaca ao dar entrada no hospital

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Criança está internada no Hospital Infantil Joana de Gusmão (Foto: Jonatã Rocha, Secom GOV SC)

Criança está internada no Hospital Infantil Joana de Gusmão (Foto: Jonatã Rocha, Secom GOV SC)

O bebê de 11 meses, intoxicado por anfetamina, uma droga sintética, na última semana continua internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, nesta segunda-feira.

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Segundo informações obtidas pelo jornalista da NSC TV, Raphael Faraco, ele segue entubado, ou seja, respirando com a ajuda de ventilação mecânica. Nesta segunda-feira (22), houve uma tentativa de extubação, que não obteve sucesso.

A criança foi encontrada pelas guarnições da Polícia Militar passando mal no colo do pai no Centro de Florianópolis, na sexta-feira (19). O bebê foi levado ao hospital, onde teve uma parada cardíaca, mas foi reanimado pela equipe médica.

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No exame, foi detectada a droga anfetamina, uma substância psicoestimulante que atua no sistema nervoso central, aumentando a liberação de dopamina e noradrenalina. A Polícia Civil busca entender, agora, como a droga foi ingerida pela criança. De acordo com a delegada Gabriela Medeiros, que atendeu o caso, há indícios de que o pai deixou a droga ao livre acesso da criança.

Outra droga encontrada nos exames do bebê foi ecstasy, também sendo uma droga sintética que atua no sistema nervoso central, com efeitos estimulantes e alucinógenos. Segundo informações, a criança apresenta uma série de comorbidades, que pode ter sido ocasionada pelo consumo de drogas da mãe da criança durante a gravidez, já que os pais eram usuários de drogas.

O pai da criança já tinha antecedentes ligados a porte de drogas ilícitas e está preso preventivamente. Já a mãe, que não estava no momento que o bebê passou mal, foi liberada. De acordo com a delegada, a mãe da criança não estava no momento em que ela passou mal. Entretanto, ainda conforme apuração do jornalista da NSC TV, Raphael Faraco, a mulher está impedida de ver o bebê.

Criança vivia em abrigo com irmãos e pais

O bebê vivia com os pais, de origem venezuelana, e outros quatro irmãos, com idades entre quatro e 16 anos, em um quarto de hotel pago pela prefeitura da Capital para abrigar pessoas em situação de vulnerabilidade social. As crianças, exceto o adolescente mais velho, foram levados pela Assistência Social do município.

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Em nota, a Secretaria de Assistência Social lamentou o ocorrido e informou ter prestado apoio para que as circunstâncias deste fato sejam apuradas. “O município repudia qualquer forma de negligência ou violência contra as crianças e adolescentes”, disse a prefeitura.