A defesa de Mayanna Rodgers, mãe do menino morto por não dar “bom dia” ao pai, afirma que ela era obrigada a assumir as agressões nos filhos no lugar do marido, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson. A Polícia Civil investiga se ela sofria violência física e psicológica. A família morava em Viamão, no Rio Grande do Sul.
Os irmãos do menino vão passar por perícias psíquicas para que a investigação possa apurar se Mayanna foi omissa em relação às agressões ou se também praticava torturas contra os filhos. Ela está presa preventivamente.
A defesa aponta que Mayanna não sabia como pedir ajuda e foi proibida pelo marido de contar sobre as agressões para outras pessoas. Além disso, alega ter tido contato com a família nos Estados Unidos, de onde ela é, cortado. Com informações do UOL.
Antes de ser presa por suspeita de omissão, uma medida protetiva chegou a ser solicitada em nome dela. A família veio dos Estados Unidos há cerca de nove anos.
Em Viamão, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul afirmou que o casal e os filhos passavam por uma situação de vulnerabilidade e contavam com doações e ajuda de pessoas da comunidade religiosa.
Veja fotos da família
Corpo de menino morto por não dar “bom dia” ao pai demorou a ser liberado
A criança morreu no dia 8 de julho, depois de ter sido agredida no domingo anterior, em 5 de julho. No entanto, o velório demorou para acontecer.
Isso porque o corpo da criança foi reconhecido pelo Departamento Médico Legal (DML), que afirmou que realizou identificação por meio da papiloscopia, método que identifica indivíduos através das impressões digitais, palmares ou plantares, mas era necessário que algum familiar liberasse o corpo.
A Justiça entendeu que a melhor opção era entregar o corpo do menino para a prefeitura, já que os pais estão presos.
Ao todo, 11 pessoas já foram ouvidas durante a investigação, que deve ser concluída em agosto. Os filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar.



