A defesa de Mayana Rodgers, mãe do menino de três anos morto por não dar “bom dia” ao pai no início de julho, em Viamão, no Rio Grande do Sul, afirmou que pretende protocolar um pedido de habeas corpus, com o objetivo de tentar reverter a prisão preventiva. Ela foi presa por suspeita de omissão das agressões praticadas pelo marido, D’Andre Grayson, ou até ter participado da violência.
Mayana compareceu ao velório do menino nesta quarta-feira (22), no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, após a Justiça autorizar a presença dela na cerimônia de despedida da criança, que aconteceu duas semanas depois da morte dele com organização feita pela prefeitura de Viamão.
Para a Isabel Cochlar, Mayana “pôde efetivamente se despedir com dignidade do filho dela”. O pai da criança, por outro lado, não foi autorizado a participar do velório, sob a justificava da Justiça de “risco à segurança” dele, dos agentes responsáveis pela escolta e das demais pessoas presentes. Os advogados Ismael Schmitt e Jader Santos, que representam D’Andre, disseram que “respeitam e compreendem os fundamentos utilizados pelo Magistrado”.
Veja fotos da família
Corpo demorou a ser reconhecido e liberado
O corpo da criança foi reconhecido pelo Departamento Médico Legal (DML), que afirmou que realizou identificação por meio da papiloscopia, método que identifica indivíduos através das impressões digitais, palmares ou plantares. No entanto, era necessário que algum familiar liberasse o corpo. A Justiça entendeu que a melhor opção era entregar o corpo do menino para a prefeitura, já que os pais estão presos.
A família veio dos Estados Unidos há cerca de nove anos. Em Viamão, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul afirmou que o casal e os filhos passavam por uma situação de vulnerabilidade e contavam com doações e ajuda de pessoas da comunidade religiosa.
Pai confessou o crime
O homem confessou que deu socos no tórax e no abdômen do filho de 3 anos porque o menino não lhe deu “bom dia”.
Segundo informações do g1, ele também bateu a cabeça do menino contra o chão na casa onde a família morava, em Viamão. Em janeiro deste ano, o menino também teria quebrado o braço, com a justificativa de que a criança teria se machucado no sofá da casa.
Além disso, o filho mais velho do casal, de 9 anos, também foi levado a um centro de saúde com um ferimento no rosto, segundo o prefeito de Viamão, Rafael Bortoletti (PSDB).
Ao todo, 11 pessoas já foram ouvidas durante a investigação, que deve ser concluída em agosto. Os filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar.



