CPI da Blumob quer investigar falta de pintura de ônibus velhos em Blumenau

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Primeiros ônibus trazidos pela Piracicabana à cidade eram brancos (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

A CPI que investiga o contrato e a prestação do serviço de transporte coletivo em Blumenau pode ganhar um novo alvo de investigação. Requerimento protocolado nesta quinta-feira (30) pelo presidente da comissão parlamentar de inquérito, Carlos Wagner (PSL), solicita que se apure a falta de pintura, após a assinatura do contrato de concessão, dos primeiros ônibus trazidos pela então Viação Piracicabana à cidade, ainda quando a operação rodava em caráter emergencial.

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O documento foi subscrito por Silmara Silva Miguel (PSD), Professor Gilson (Patriota), Diego Nasato (Novo), Bruno Cunha (Cidadania) e Teresinha Cardoso (PT), suplente que assumiu no mesmo dia a vaga de Adriano Pereira (PT), em licença não remunerada para tratamento médico. Ele agora será encaminhado à análise da Procuradoria da Casa.

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O requerimento aponta suposto indício de irregularidades na licitação e descumprimento do contrato. Em resumo, diz respeito ao fato de a Blumob não ter pintado ônibus velhos, da cor branca, para a cor prata. Esta era uma obrigação prevista em edital para a padronização da frota, mas empresa e poder público concordaram em usar o dinheiro que seria gasto para reformular a identidade visual dos terminais

O argumento principal é de que isso representaria um desperdício de recursos, já que os veículos antigos seriam substituídos por modelos novos, já prateados. Alguns parlamentares, no entanto, alegam que a Blumob foi beneficiada e que essa obrigação pode ter afastado outras empresas da disputa.

Se o aditivo for aprovado em plenário, este será o quarto fato determinado apurado pela CPI. Os outros três são um suposto descumprimento de medidas sanitárias de enfrentamento à pandemia de Covid-19, os subsídios repassados pela prefeitura à empresa para manter a operação e a não construção de uma garagem para a frota, como exigido em contrato.

Aliás

Wagner tentou, nesta quarta-feira (29), convocar Napoleão Bernardes para depor à CPI, mas o requerimento foi negado. Foi da caneta do ex-prefeito que saiu a tinta para a assinatura do contrato com a Blumob.

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