Mesmo com 150 funcionários, Câmara de Blumenau vai contratar perícia externa para CPI

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Blumob faltou novamente à reunião desta quarta e só deve mandar representante na semana que vem (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

Contando os próprios parlamentares, a Câmara de Vereadores de Blumenau tem cerca de 150 funcionários e uma folha salarial mensal só de servidores ativos que beira R$ 1,5 milhão, segundo dados de agosto disponíveis no Portal da Transparência. Mesmo com todo esse aparato, não há um vivente sequer no Legislativo, entre cargos operacionais e administrativos, apto a assessorar a CPI do transporte coletivo na análise técnica e financeira de documentos apresentados pela Blumob, alvo de investigação.

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A situação provocou uma decisão que, diante de tamanha estrutura, é esdrúxula, para dizer o mínimo, em um poder cuja atribuição maior é fiscalizar: a Câmara vai precisar contratar profissionais de fora para o trabalho. O anúncio foi feito durante a reunião de trabalho do grupo na tarde desta quarta-feira (8). Antes disso, a CPI havia questionado a direção da Casa sobre a possibilidade de contar com o suporte de alguém do quadro efetivo. A resposta:

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“Essa casa não dispõe de servidor com conhecimento técnico nas áreas contábil, financeira e econômica para assessorar os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito, instaurada pela resolução MD 3645/2021, no que diz respeito à perícia contábil de documentos do contrato de concessão do serviço público de transporte coletivo”, diz memorando lido na íntegra pelo relator da comissão, Alexandre Matias (PSDB).

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Enquanto não fica claro quanto isso vai custar nem como será feita a contratação, a Blumob segue dando as cartas no jogo. Pela segunda semana seguida, a empresa não deu as caras na CPI nesta quarta, mesmo estando convocada. Em ofício enviado na última sexta-feira (3), a concessionária pediu que a data do depoimento fosse mantida para o dia 15, como já havia solicitado antes, alegando que precisava de mais tempo para se preparar e que feriados recentes (2 e 7 de Setembro) atrasaram a juntada de documentos.

O presidente da CPI, Carlos Wagner (PSL), que já havia tratado a primeira falta da empresa como um deboche, sugeriu acionar a Justiça. Foi voto vencido pelos outros dois integrantes da comissão – Matias e Marcelo Lanzarin (Podemos) –, que não viram problema em esperar mais uma semana. 

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A Blumob promete trazer um diretor jurídico de São Paulo especialmente para a ocasião. A conferir se a espera será recompensada.

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