O desafio de ter uma boa oferta de imóveis residenciais para comprar ou alugar é grande na maioria das cidades. Foi assim também em Seatle, no Oeste dos Estados Unidos, cidade com cerca de 750 mil habitantes, onde está a sede da gigante de tecnologia Microsoft. A falta de imóveis piorou a qualidade de vida de profissionais e, por isso, motivou uma solução com ajuda do bilionário fundador da empresa, Bill Gates.
O exemplo da Microsoft foi destacado pela economista empresária do setor de ESG, Ana Carla Fonseca, durante palestra na Expogestão, em Joinville, quando abordou o tema ESG na prática – transformando contextos.
– A cidade de Seatle começou a ficar cara para a maioria das pessoas. O custo para morar ficou absurdamente alto. Isso fez muitas pessoas optarem por residências mais distantes, que passaram a ter que se locomover de longas distâncias. O trânsito ficou engarrafado. Aí começaram a perceber que profissionais da classe média, importantes para a cidade como médicos, enfermeiros, bombeiros e policiais, não conseguiam mais moradia. A solução foi elaborar um plano para reverter o problema – explica Ana Carla.
O programa para melhorar a cidade, anunciado em 2019, teve participação relevante do bilionário Bill Gates, que entrou com US$ 750 milhões (R$ 4,16 bilhões). O objetivo foi construir moradias acessíveis para pessoas que não estavam conseguindo adquirir imóveis. Por isso o programa foi denominado “Compromisso Microsoft”.
Conforme Ana Carla, o projeto foi criado para a cidade, com diferentes tipos de imóveis de custos mais acessíveis, com juros subsidiados. Envolveu também ações do setor público, instituições financeiras e outras organizações. A colaboração financeira de destaque foi a Microsoft.
Este é um exemplo de um grande grupo empresarial que pode ser inspiração para companhias que atuam no Brasil, país onde a moradia é cara para a maioria dos habitantes. O Brasil tem um déficit habitacional de aproximadamente 7 milhões de moradias.
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