De suplentes ao Senado a vice de Flávio: o que falta ser definido nas convenções para corrida eleitoral

Encontros partidários que definem os candidatos e dão largada nas Eleições 2026 devem responder últimas interrogações que resistiram à pré-campanha em SC e na disputa presidencial

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Definições de suplentes das vagas ao Senado (à esq.) e vices de candidatos ao Palácio do Planalto (à dir.) são questões a serem respondidas pelas convenções em SC e no país (Fotos: Jefferson Rudy, Agência Senado / Arquivo)

O calendário de convenções começou nesta segunda-feira (20) e vai até 5 de julho com indefinições em vagas de candidatos ao Senado em Santa Catarina e nomes de vices de dois dos principais pré-candidatos à Presidência da República nas Eleições 2026.

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Em Santa Catarina, a maioria das definições para as eleições já foi antecipada pelos partidos nos últimos meses. A tentativa de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), com o ex-prefeito de Joinville Adriano Silva (Novo) como vice, e de chapas adversárias lideradas por nomes como João Rodrigues (PSD) e Gelson Merisio (PSB), também com vices já confirmados, são algumas das decisões já anunciadas. Por isso, as convenções devem apenas homologar essas decisões junto a filiados para que os pedidos de candidaturas possam ser apresentados à Justiça Eleitoral.

Quem são os candidatos e pré-candidatos ao Senado em SC

Uma das indefinições cercava também os nomes das candidatas ao Senado do partido Unidade Popular, que terá Lais Chaud como candidata ao governo. As candidaturas foram confirmadas na convenção do partido, a primeira do calendário de SC: Ana Lucia da Silveira e Marlenne Soccas.

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Mas alguns rostos que podem aparecer nas urnas eletrônicas em outubro ainda serão conhecidos somente nos palanques das convenções de SC. Confira nos tópicos abaixo: 

Candidatos da Missão ao Senado

O partido Missão, criado no ano passado a partir do Movimento Brasil Livre (MBL), já anunciou que terá como candidato ao governo de SC o empresário e ex-lutador Marcelo Brigadeiro. O vice da chapa será o também empresário Lucas Carli. No entanto, os nomes dos dois candidatos a senador no partido ainda não foram anunciados.

O partido atualmente avalia entre três nomes para escolher os dois concorrentes. A decisão deve ocorrer até a convenção do partido, marcada para esta quinta-feira (23), às 10h, de forma virtual. 

Vice de Ralf Zimmer 

Outra definição que precisará ser tomada nas convenções é a escolha do candidato a vice-governador na chapa do defensor público Ralf Zimmer (PRD), que vai concorrer pela segunda vez consecutiva ao governo de SC nas Eleições 2026. A chapa já tem um nome de pré-candidato a senador anunciado, o advogado Jeferson Rocha (PRD), mas precisa definir o vice. 

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O pré-candidato Ralf Zimmer explica que a segunda vaga ao Senado só será preenchida em caso de coligação da sigla com outro partido, algo que ainda está em discussão. Caso contrário, a chapa deve ser lançada somente com o nome de Jeferson ao Senado. Até o momento não há detalhes sobre quem podem ser os nomes indicados

A convenção da federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) deve ocorrer no último dia do prazo, em 5 de agosto. 

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Suplentes de senador em SC

A maior expectativa entre as definições ainda pendentes nos partidos de SC, no entanto, é sobre quem serão os suplentes dos candidatos a senador em SC. Por enquanto, mesmo nas chapas que já anunciaram os nomes com meses de antecedência, as suplências ainda são mistérios a serem revelados. 

Uma das únicas pistas foi dada na chapa do pré-candidato a governador João Rodrigues, que terá como postulantes ao Senado Esperidião Amin (PP) e Antídio Lunelli (MDB). Por unir dois nomes de partidos historicamente rivais no Estado, foi definido que o 1º Suplente de Amin será um nome do MDB, e que o 1º suplente de Lunelli será alguém do PP.

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A intenção é justamente selar um “cruzamento de sangue” que motive filiados de ambas as legendas a se engajar na campanha dos dois postulantes da chapa ao Senado. 

Vice de Flávio Bolsonaro 

Não é somente na corrida eleitoral de SC que as convenções vão responder às últimas indefinições. Na disputa pela Presidência da República, algumas interrogações que resistiram aos últimos meses também devem ser esclarecidas pelos encontros partidários. 

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Uma das principais dúvidas é o nome do candidato a vice do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para representar a raia bolsonarista na corrida presidencial. Flávio já disse que gostaria de ter uma mulher como vice, e a hipótese ganhou força após a crise entre ele e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que teria prejudicado a popularidade dele junto ao eleitorado feminino. 

A ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, é um dos nomes cotados. Ela é coordenadora do programa econômico da pré-campanha e vem aparecendo recentemente em transmissões e postagens do senador nas redes sociais. Ela foi considerada o braço direito do ex-ministro da Fazenda na gestão de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes. 

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ligada ao setor do agro, é outro nome cogitado para ocupar o posto de vice de Flávio nas eleições deste ano. Ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina é pré-candidata ao Senado, mas poderia abrir mão do projeto para ingressar a chapa de Flávio. 

A deputada federal Simone Torquetto (PP-SP) é outro nome cogitado para ocupar a vaga de vice de Flávio. Ela teve o nome citado pelo senador em uma entrevista nesta semana ao comentar sobre opções de vice.  

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A convenção nacional do PL para lançamento da candidatura de Flávio ocorre neste sábado (25), no Pacaembu, em São Paulo. 

Vice de Romeu Zema 

Quem também deve ter uma definição na reta final antes das convenções é o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Na semana passada, ele chegou a citar o nome de Michelle Bolsonaro como possível opção para vice, mas recebeu uma resposta veemente da ex-primeira-dama, que publicou nas redes sociais uma mensagem afirmando que “a proposta não pode sequer ser cogitada”. 

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Zema tinha o empresário Geraldo Rufino (Podemos) como o nome mais cotado para ser vice, mas a probabilidade diminuiu nos últimos dias.

A convenção nacional do Novo para confirmação da candidatura de Zema ocorre em 27 de julho, em Brasília. 

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Palanques estaduais 

As últimas respostas sobre palanques estaduais importantes para a corrida presidencial também devem ser dadas pelas convenções nos próximos dias. Uma das principais indefinições está na candidatura apoiada por Flávio Bolsonaro a governador de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

O nome do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), com possível indicação de um vice do PL, é o cenário mais provável, mas o próprio Cleitinho, embora lidere pesquisas, ainda não confirmou a intenção de ser candidato. O PL mantém outros nomes, como o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli e o empresário Flávio Roscoe, como alternativas caso Cleitinho decida não concorrer. 

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O PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também tinha no palanque de Minas Gerais uma incerteza. Após as recusas do senador Rodrigo Pacheco (PSD) e da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que vai disputar o Senado, o partido precisou rever os planos para o Estado. O ex-prefeito de Belo Horizonte e deputado federal Patrus Ananias, quadro histórico da sigla, foi anunciado na semana passada como o nome escolhido pelo partido.