Lei aumenta velocidade na Avenida Atlântica

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A Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú aprovou um projeto de lei que altera para 50 km/h o limite de velocidade em todas as vias – inclusive na Avenida Atlântica e na Avenida Brasil, onde é grande o vaivém de pedestres e o limite, hoje, é de 40 km/h. A alteração, que ainda precisa ser sancionada pelo prefeito Fabrício Oliveira (PSB), já enfrenta críticas.

A Associação de Ciclistas de Balneário Camboriú (ACBC) foi a primeira a se posicionar contrária à mudança, alegando que o risco de acidentes vai aumentar. Para o presidente, Henrique Wendhausen, o aumento do limite de velocidade vai contra a tendência mundial de priorizar o transporte alternativo.
O gestor do Fundo Municipal de Trânsito de Balneário (Fumtran), coronel Mário Cesar de Oliveira, também vê com ressalvas a padronização do limite de velocidade. Segundo ele, as regras atuais foram estabelecidas há 10 anos com base em estudos, que levaram em conta o número de acidentes e atropelamentos em cada uma das vias.

Nos últimos meses a prefeitura de Balneário Camboriú arrecadou R$ 15 milhões em multas de trânsito, a maioria decorrentes de excesso de velocidade – o que, para o gestor do Fumtran, mostra que os motoristas já pisam fundo no acelerador mesmo onde não poderiam.

Além do limite de 50 e 40 km/h, há também velocidade máxima de 30 km/h em alguns trechos de Balneário Camboriú, em frente a creches e escolas. A justificativa do projeto de lei aprovado, que foi apresentado pelo vereador Moacir Schmidt (PSDB), é de que diferentes limites confundem os motoristas.

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Custo

Além das estatísticas, outro ponto pode influenciar a decisão do prefeito Fabrício Oliveira (PSB) quanto à mudança nos limites de velocidade em Balneário Camboriú. Ocorre que a alteração depende de mudanças na programação dos radares e aferição pelo Inmetro – e isso custa dinheiro.

Elevadas

Há mais um problema: uma resolução do próprio Inmetro, que exige um software específico nos radares, tornou as licitações que envolvem esses equipamentos uma novela. Balneário vinha tentado instalar lombadas eletrônicas na Avenida Atlântica, para substituir as travessias elevadas. Só que as duas empresas que se apresentaram para a concorrência pública não se encaixavam nas novas exigências.
O projeto é para seis lombadas/radares. Diante das dificuldades de contratação, já se sabe que não vai dar tempo de instalar até o verão.

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