Para lideranças do setor exportador catarinense, o resultado da reunião entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, foi positivo e diferenciado. A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Maria Teresa Bustamante, diz que o encontro teve pontos “relevantes e não triviais” na diplomacia. Um exportador informou para a coluna que considerou mais um avanço.
– Eu ressalto dois pontos extremamente relevantes e que não são triviais na área da diplomacia: o comunicado conjunto assinado pelo chanceler Vieira e os secretários americanos, e outro ponto que não é trivial é que não se trata de uma negociação comercial apenas entre países, mas ela tem um grau de customização e personalização que deve ser destacado por que se trata apenas dos presidentes Donal Trump e Lula – analisa Maria Teresa Bustamante.
Então, segundo ela, as reuniões que estão sendo feitas entre o vice-presidente Alckmin e seus pares americanos que continuam acontecendo para tratar da inclusão de produtos brasileiros na lista de exceções da aplicação dos 50% está avançando. São troca de informações complementares para que se possa levar ao presidente Trump para tomar uma decisão.
– O encontro foi amistoso, o que é outro ponto positivo. Os empresários seguem com cautela, mas esse primeiro encontro deve ser celebrado sim, porque mostra claramente a possibilidade de que o encontro que vai ocorrer entre Lula e Trump possa efetivamente, então, dar ponto de partida de uma mudança nas tarifas – diz a presidente da câmara da Fiesc.
Segundo ela, o mercado americano é extremamente relevante para a indústria catarinense, não dá para abrir mão disso. O setor industrial segue trabalhando junto aos consultores e lobistas contratados pela CNI em Washington para que essa negociação termine bem.
Uma outra fonte da coluna que exporta para os Estados Unidos, mas que prefere não se identificar, avalia essa reunião com mais um avanço nas negociações e que o tarifaço está mais perto do fim.
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