Como o Brasil pode acelerar o segmento de startups e aquecer a economia

O presidente da Anjos do Brasil, Cassio Spina, defedeu incentivos a investimentos em startups e citou como exemplos de sucesso os do Reino Unido e África do Sul

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Os empresários Cassio Spina, presidente da Anjos do Brasil, e Claudia Rosa, da Rede Invest, durante entrevista no Startup Summit (Foto: Estela Benetti)

Apesar de os esforços do Brasil para ampliar investimentos em startups estarem dando resultados positivos, o país está muito atrás de outros nas políticas de aceleração do setor. O alerta é do fundador e presidente da Anjos do Brasil, Cassio Spina, que cita países que concedem incentivos como os que estão desenvolvendo ecossistemas mais fortes, como a África do Sul e Reino Unido.

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Cassio Spina esteve em Florianópolis participando do Startup Summit, e também do Startup Investiment Summit, evento paralelo que reuniu investidores de startups do país para discutir o cenário do setor. Também foi divulgada nova pesquisa sobre investimentos anjo, que mostrou avanços e desafios.  

– O Brasil já evoluiu muito nos últimos anos, mas quando consideramos o tamanho do país, pela relevância que nós temos, comparando com os números internacionais, vemos que o Brasil ainda precisa crescer muito. E para isso a gente sabe que tem que prover condições para que mais pessoas atuem como investidoras-anjo – diz Cassio Spina.

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Engenheiro eletrônico graduado pela Escola Politécnica (Poli) da USP que já foi empreendedor serial em TI e hoje é investidor, Cassio Spina é um dos maiores especialistas do setor. Segundo ele, investidores no país necessitam de mais conexões com startups e de mais qualificação.

– Mas além de tudo isso, é necessário também criar políticas de estímulo, como já existem em outros países. Você tem, não só os Estados Unidos, o Reino Unido, mas os próprios outros BRICS. A gente fala África do Sul, Índia, China… Todos eles têm políticas de estímulo para investimentos em startups. No Brasil, infelizmente, a gente ainda não tem. Mas  seria bom sensibilizar os poderes legislativo e executivo para viabilizar isso – diz o presidente da Anjos do Brasil.

– Vou citar como exemplo um país como o Brasil, em desenvolvimento, que é a África do Sul. Ela tem uma política que permite que você compense até 100% do valor que você investiu em startup no seu imposto de renda devido. É quase como se o governo estivesse falando: vá lá e investe naquela startup que eu te devolvo. É claro que esse até 100% depende de condições – comenta Cassio Spina.

– Isso foi inspirado em uma política que já é construída no Reino Unido há muitos anos, com um incentivo menor. Lá as pessoas podem compensar até 40% do seu imposto devido. Esse programa gerou um resultado significativo, tanto que o Reino Unido, hoje, é líder em investimentos em startps na Europa – destaca o presidente da Anjos do Brasil.

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A África do Sul, por exemplo, aumentou a arrecadação tributária com essa política porque os investimentos colocam dinheiro na economia que aquece outros setores, como escritórios, móveis, produtos eletrônicos, vestuário e uma série de serviços.

A Anjos do Brasil é a principal comunidade de investidores em startups do país. Ela fez uma pesquisa em parceria com o Sebrae Startup, que apurou o perfil dos investidores-anjo do Brasil e foi divulgada no Startup Summit. Ela apurou, que 81,5% são homens e 18,5% são mulheres, número quem vem aumentando. A empresária e investidora-anjo Claudia Rosa, que participou da entrevista ao lado de Cassio Spina, é a maior incentivadora para aumentar a participação feminina no setor.

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