Sul e Sudeste lançam banco para financiar obras frente a clima e a economia verde

Desastres climáticos dos últimos anos motivam mais ações concretas de prevenção por parte de governos

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Bancosud foi anunciado durante a reunião do Cosud, em Florianópolis, que teve o governador de SC, Jorginho Mello (E) como anfitrião (Foto: Roberto Zacarias, Secom)

Entre as decisões da 12ª reunião do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) realizada em Florianópolis de quinta a sábado da última semana (de 21 a 23 de novembro) estão projetos para melhor enfrentar os desastres climáticos. Os governadores das regiões Sul e Sudeste anunciaram a criação do Bancosud para financiar infraestrutura e projetos empresariais da economia verde aos setores público e privado. Também prometeram mais ações estaduais frente às mudanças climáticas.  

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O Cosud, que é integrado pelos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, agora se tornou uma organização formal, com CNPJ. Por isso, pode ousar mais em projetos e lançou o Bancosud.

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– Esse banco é para que a gente possa investir em obras sustentáveis, como usinas, barragens, desassoreamento de rios e dragagens. Vamos investir em obras que mitiguem catástrofes climáticas. Cada estado vai aportar um volume de dinheiro e vamos ter um banco nosso, a exemplo do BNDES, para emprestar ao setor público fazer obras estruturantes e, também, para o setor privado fazer usinas para energia renovável e outros projetos – destacou o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello.  

Na opinião do governador, os estados do Sul e Sudeste não têm um fundo para financiar esses projetos, como é o caso de outras regiões do país. Assim, o novo banco terá essa função.

Ainda no âmbito da Câmara Temática de Meio Ambiente do Cosud, cuja liderança ficou a cargo de Santa Catarina, foi decidido que será feito um plano integrado dos estados para o enfrentamento de desastres climáticos. Além disso, os estados também se comprometeram em elaborar planos estaduais de prevenção, mitigação e respostas a eventos meteorológicos extremos, como enchentes, deslizamentos e secas.

As lideranças estaduais que atuam nessa área também prometeram na Carta de Florianópolis pensar as cidades com foco em desenvolvimento sustentável e dar atenção à economia verde, transição energética e créditos de carbono. Nesse contexto, estão estudos para execução de projetos de biogás, biometano, hidrogênio de baixo carbono e maior oferta de gás natural.

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