Apagão de mão de obra faz empresas de SC buscarem de aprendizes a idosos

Encontro sobre Recursos Humanos discute desafios da mão de obra no Brasil

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Jovem aprendiz e trabalhador da terceira idade (Foto: Banco de Imagem)

O apagão de mão de obra em Santa Catarina está fazendo com que empresas busquem de jovens aprendizes a idosos. A declaração é Diego Martins, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH/SC), em entrevista ao programa Conversas Cruzadas da CBN Floripa, realizado nesta quarta-feira (9).

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— Hoje, além das iniciativas de oferecer benefícios, jornada híbrida e qualificação interna, temos percebido que as empresas estão tentando atrair cada vez mais jovens aprendizes e o público 60+. Vivemos um momento único: onde cinco gerações estão convivendo juntas no ambiente de trabalho —  disse Martins, que participa na capital da 35ª edição do CONCARH (Congresso Catarinense sobre Gestão de Pessoas).

Em maio, a coluna contou que o apagão de mão de obra é a maior reclamação de quem empreende em Santa Catarina. Os venezuelanos ajudam muito a economia catarinense com sua força de trabalho. Nos últimos sete anos, SC oportunizou trabalho para pelo menos 27 mil venezuelanos.

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Diego Martins explicou que o jovem de hoje quer trabalhar em uma empresa que o ajude a construir os seus sonhos, não necessariamente financeiros. Ele busca a “realização de ideias e um propósito”.

Bolsa Família e o Rei do Ovo

O empresário Ricardo Faria, fundador e maior acionista da Global Eggs, multinacional com negócios no Brasil, Europa e Estados Unidos, disse em junho à Folha de S. Paulo, que o Bolsa Família limita a oferta de trabalhadores no Brasil.  “As pessoas estão viciadas no Bolsa Família”, afirmou.

Diego Martins, presidente da ABRH/SC não concorda com esta tese. Ele entende que a parcela que deixa de trabalhar em função do programa federal é reduzida. 

— Creio que é uma parcela pequena. No geral, temos uma massa pequena desempregada, que não ocupa essas vagas por não estarem preparados pra ela —  concluiu.

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