Como a maior cidade de SC registra perda na fatia do ICMS nos últimos 10 anos

Joinville perdeu liderança no ranking de retorno do imposto

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Retorno do ICMS se mantém como principal receita de Joinville (foto: Divulgação)

Além da perda na liderança histórica em Santa Catarina em retorno do imposto, Joinville tem nova redução na fatia do ICMS para 2024. Com o recuo, o acumulado da redução da parcela da cidade em uma década chega a 20%. Em 2014, o município ficava com 9,66% dos repasses destinados às prefeituras catarinenses. Agora em 2024, Joinville terá direito à 7,66%. O novo líder no retorno do ICMS é Itajaí, com 8,12%. Os índices de participação dos municípios são calculados conforme o desempenho econômico de dois anos antes, ou seja, o dado de 2024 reflete a performance de 2022.

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O intervalo de dez anos é utilizado apenas como recorte: a queda da fatia do ICMS de Joinville já vem de antes. Em 2004, por exemplo, o índice da cidade estava perto de 12%.  No entanto, a redução na parcela ao longo dos anos não foi suficiente para tirar a liderança folgada do retorno do ICMS como principal receita da prefeitura de Joinville. O tributo estadual rendeu perto de R$ 750 milhões para o município nos últimos 12 meses.

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Além disso, como há crescimento da receita geral do ICMS de Santa Catarina ao longo dos anos, Joinville não está recebendo quantias menores em relação ao passado. Em um exemplo, o retorno do tributo em 2014 foi de R$ 680 milhões, em valores já corrigidos pela inflação – uma quantia menor em relação a 2023, ainda que a parcela de retorno de Joinville fosse maior em 2014.

O impacto é que, com a fatia menor, a cidade deixa de receber montantes maiores. Nos últimos anos, a Secretaria da Fazenda de Joinville vem defendendo mudanças na metodologia do cálculo do retorno. A avaliação é que o crescimento econômico em Santa Catarina também avançou em outras cidades, principalmente em cidades portuárias, “diluindo” os índices de distribuição do ICMS. Em um exemplo, em 2022 (ano-base do índice de 2024) Joinville registrou US$ 4,3 bilhões em importações, enquanto Itajaí alcançou mais de US$ 13 bilhões. A secretaria continua defendendo alterações no modelo de cálculo do retorno do imposto.

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