Dez anos após o início das obras, a estação de bombeamento do rio Mathias continua sem previsão de utilização. A macrodrenagem, incluindo o espaço e a rede de galerias, está parada desde 2020, após rescisão contratual determinada pelo governo Udo Döhler. O governo Adriano Silva contratou perícia, a ser concluída nos próximos dias, para verificar as condições das obras executadas até agora e como deve ser feita a retomada.
Obras estão paradas desde 2020
No entanto, a prefeitura de Joinville tem o entendimento de que como a obra está judicializada, eventual volta da macrodrenagem dependerá de aval da Justiça. Em 2021, o município tinha a mesma preocupação em relação à recuperação das ruas Jerônimo Coelho e Visconde de Taunay, afetadas pela instalação das galerias. A Justiça alegou que não havia entraves para as obras e as vias foram restauradas.
A estação de bombeamento do Mathias instalada junto ao rio Cachoeira contaria com quatro bombas, sendo uma de reserva. Os equipamentos, com sensores para acionamento automática, teriam capacidade de bombear até 4 mil litros por segundo. O bombeamento seria da água excedente das galerias de detenção para o rio, com muro evitando o transbordamento.
As bombas foram trazidas, mas não chegaram a ser instaladas porque houve a rescisão contratual. Além da estação, também foram instaladas galerias subterrâneas na área central. A estimativa foi de que em torno de 70%. A alegação da prefeitura à época foi de descumprimento de prazos. As obras começaram em 2014, com previsão de conclusão em 2016.
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