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    Reação aos alertas do tempo é um desafio para Santa Catarina

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    Ânderson
    Por Ânderson Silva
    04/07/2020 - 08h21
    Estragos do temporal em Florianópolis (Foto Ricardo Wolffenbuttel / SECOM)
    Estragos do temporal em Florianópolis (Foto Ricardo Wolffenbuttel / SECOM) (Foto: Estragos do temporal em Florianópolis (Foto Ricardo Wolffenbuttel / SECOM))

    A estrutura de Santa Catarina é, comprovadamente, uma das mais avançadas do país no monitoramento climático. São radares e equipes de profissionais dedicados a estudar e alertar sobre as condições do tempo. Os episódios recentes de temporal e tornado no Estado apontam, porém, que precisamos avançar no uso dessas informações por parte da população. Como sociedade, devemos saber o que fazer com os alertas que recebemos. O processo é lento, porque consiste em mudar cultura, mas deve ser iniciado.

    Tornado do Oeste mostra que Santa Catarina precisa avançar nos alertas

    Não se trata de buscar culpados pelos efeitos climáticos, afinal eles vão continuar ocorrendo. Mas já que dispomos de infraestrutura diferenciada para monitorar, temos um longo trabalho para saber como reagir. Ainda estamos bem distantes da realidade dos Estados Unidos, por exemplo. Lá, os alertas são seguidos por protocolocos conhecidos pela população. Há uma coordenação histórico diante da recorrência dos fenômenos.

    Santa Catarina precisa seguir no mesmo caminho. O Estado tem sido atingido por diferentes desastres naturais. Desde 2008 há um evidente avanço, principalmente no Vale do Itajaí diante de enchentes e deslizamentos. O mesmo precisa se espalhar para outras regiões. Talvez ainda seja cedo para evitar estragos do tamanho que vimos com o ciclone da última semana, mas há cenas que podem não ser repetidas. Um exemplo está nos trabalhadores em andaimes sacudidos pelo vento em Balneário Camboriú.

    Os alertas climáticos da Defesa Civil deve servir para que empresas e entidades civis organizadas criem protocolos específicos para suspensão de atividades e ações de segurança. Da mesma forma, as prefeituras precisam estabelecer protocolos municipais para abertura de abrigos, como ocorre no Vale do Itajaí nos casos de inundações.

    Ainda não veremos “bunkers” e rotas de fuga, como ocorre nas cidades americanas, obviamente. Mas cabe ao Estado, como sociedade, saber se preparar para que os danos sejam menores em ocorrências futuras. Senão, o ciclo do alerta fica incompleto.

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