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Crônica de domingo: O risco do puxa-saquismo

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Por Ânderson Silva
19/09/2021 - 08h52
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o presidente da República, Jair Bolsonaro
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o presidente da República, Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O que temos visto no Brasil ultimamente é um cordão de puxa-saco altamente perigoso. Ele ultrapassa a simples e já reprovável bajulação, aquele ato conhecido por agradar apenas por vaidade ou vantagens. Os atuais são mais perigosos porque envolvem a sociedade em seus movimentos. É muito mais do que o funcionário puxar o saco do chefe para ter privilégios, é muito mais do que o filho puxar o saco do pai para ter mais vantagens que o irmão. Trata-se de puxar o saco se utilizando da vida dos brasileiros.

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Médico renomado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, resolveu suspender a vacinação dos adolescentes após uma conversa com o negacionista presidente da República, Jair Bolsonaro, que ainda não se vacinou. A decisão contraria a ciência, mas o médico Queiroga não está nem aí para isso.

A deputada federal Carla Zambelli retirou a máscara em uma entrevista ao lado de Bolsonaro, que insiste em não usar o equipamento de proteção. O general do Exército, Eduardo Pazuello, arremessou para longe sua trajetória militar na tentativa de manter-se fiel às vontades nada comprovadas do presidente.

Parte da bancada parlamentar catarinense insiste em agradar Bolsonaro, que manda migalhas para SC perto do que o Estado envia em impostos. A vice-governadora do Estado, Daniela Reinehr, então, decidiu colar sua agenda totalmente ao que faz o presidente, sem que isso traga benefícios aos catarinenses.

Exemplos curtos e claros de que Bolsonaro montou uma fila de puxa-saco. Ainda pior do que o comportamento de um presidente negacionista é a bajulação de quem tem reputação própria, mas joga tudo fora.​ E eles estão espalhados por aí sem qualquer vergonha ou noção do riscos que causam.

Nada passa pelos efeitos ou impactos diretos aos brasileiros. Tudo passa por ver o bolsonarismo sorrir, mesmo que isso atrase ainda mais um país afundado numa crise de assistência social. Enquanto poucos resistem a essa perigosa bajulação, cresce o risco porque o que predomina é o puxa-saquismo. E o cordão, como diria a marchinha de carnaval lá de 1945, cada vez aumenta mais.

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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