Sem consenso, o MDB deve ir mesmo para um decisão sobre as Eleições 2022 em Santa Catarina para a convenção. Marcada para 23 de julho, na Alesc, a reunião servirá para decidir se o partido terá candidato próprio ou se apoiará o governador Carlos Moisés da Silva à reeleição. Atual presidente do partido no Estado, o ex-deputado federal Edinho Bez é contundente: levará para votação todas as inscrições feitas. Ao ser perguntado pela coluna sobre o que ele espera sobre o resultado, a resposta é simples: “Imprevisível”.

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No atual cenário de bastidor, há dois caminhos desenhados. O primeiro foi confirmado com Antídio se inscrevendo como candidato ao governo do Estado nas prévias, nesta segunda-feira (11). O ex-prefeito mantém-se na proposta de disputa a eleição, principalmente depois que Moisés o rejeitou como vice.

Na convenção, porém, Antídio deve ter como adversário o segundo caminho desenhado nos bastidores. Nesta terça-feira (12), a bancada estadual do MDB em SC deve anunciar o apoio ao ex-prefeito de Joinville Udo Döhler para ser o vice de Moisés na chapa apoiada pelos emedebistas. Edinho Bez foi convidado ao encontro, masele estará em Brasília durante o dia.

Caso isso se confirme e a proposta seja inscrita na convenção, os 540 delegados do MDB vão ter que escolher entre ter Antídio candidato ao governo ou Udo vice de Moisés.

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Duas forças

A resposta de Edinho Bez sobre a expectativa para a votação na convenção é explicada por ele mesmo. O ex-deputado enxerga que Antídio tem força nas bases, enquanto a bancada e os prefeitos emedebistas escolheram o apoio a Moisés. Com isto, a tendência é que estres dois lados sejam colocados frente a frente para escolher o caminho do MDB nas Eleições 2022.

Para Edinho Bez, mesmo com a divisão na convenção, ele acredita que o partido estará unido no mesmo barco, independentemente da tese vencedora.

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