O novo mapa de risco todo pintado de vermelho em Santa Catarina atesta a condição gravíssima para coronavírus. Assim como as dezenas de pessoas internadas em enfermarias, emergências e UPAs, o Estado é um doente internado à espera de leito de UTI. Os médicos deste paciente, entretanto, ainda relutam em tomar medidas mais duras e agem contra o que dizem especialistas sobre a Covid-19.

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Dados públicos de SC indicam leitos de UTI Covid livres, mas na prática eles não existem

Enquanto isso, a realidade nos hospitais é pesada. Desde sexta-feira, há notícias de que pelo menos quatro pessoas morreram esperando por uma vaga de terapia intensiva em duas cidades diferentes. Os dados públicos não traduzem a realidade catarinense. Mostram leitos livres, algo que SC já não tem mais há quase uma semana.

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Os médicos do paciente Santa Catarina são os gestores, tanto estaduais como municipais. Eles apostaram em um fechamento por dois finais de semana. Especialistas dizem que a ação não terá a efetividade. O grande problema está justamente na proliferação acelerada da doença nos últimos dias, que por cálculos de cientistas deve seguir em ritmo preocupante nas próximas semanas.

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Pacientes que chegam às UTIs em SC são mais jovens, mais graves e sem comorbidades

A internação de SC passou do momento em que inspira cuidados. Ela pede é uma intervenção urgente. Não há mais chance de errar. Por isso é que preocupa o fato de os médicos do paciente terem escolhido uma medida que tende a não ter eficácia.

O mapa todo pintado de vermelho deixou de ser apenas o resumo dos números. Agora ele se tornou o retrato daquilo que se vê nos hospitais. Para mudar esse quadro, os gestores estaduais e municipais não podem perder tempo. Na fila de espera, Santa Catarina não consegue mais esperar.

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