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Santa Catarina: um salão de festas no verão do coronavírus

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Por Ânderson Silva
30/12/2020 - 06h10 - Atualizada em: 30/12/2020 - 07h01
Praia de Canasvieiras nesta terça-feira (29), em Florianópolis
Praia de Canasvieiras nesta terça-feira (29), em Florianópolis (Foto: Diorgenes Pandini)

O verão torna Santa Catarina um salão de festas. Milhares de pessoas saem de suas casa e vêm ao Litoral catarinense para descansar, brindar o Ano-Novo ou se reunir com amigos. Automaticamente, o turista se desliga. Chega ao Estado para evitar preocupações, como se estivesse em uma confraternização. E isso também vale para quem mora no Estado e aproveita as praias da região. Em temporadas como as anteriores, isso seria perfeitamente normal, apesar dos excessos. Mas, no verão do coronavírus, ser um salão de festas tem tudo para virar um problema.

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As primeiras imagens do verão catarinense mostram que há muita despreocupação. Guarda-sóis acumulados na areia, festas irregulares, aglomerações na praia. Típico de um movimento em salão de festa, aliás. Contudo, mesmo em todos os espaços para festa, há regras. O problema é que em Santa Catarina elas não são claras.

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Inevitavelmente, as pessoas virão às praias catarinenses. Muitas delas, inclusive, já chegaram. No cenário ideal, já haveria uma cartilha com orientações específicas para a temporada que fosse conhecido, pelo menos, entre os moradores locais. Assim como ocorre num salão de festa comum, por exemplo.

Entre idas e vindas, ainda não há uma informação definitiva sobre o uso da máscara na praia. A secretaria disse uma coisa, o governador publicou outra. E sem regras claras não há como orientar corretamente turistas e moradores. Esse é um dos principais problemas que o Estado terá nestes dias de verão.

A omissão pode gerar desobediência civil, como temos vista nas aglomerações na praia do Rosa, em Imbituba. O local se tornou um grande salão de festa a céu aberto neste 2020. Os feriadões de outubro e novembro levaram muita gente para a areia durante a pandemia. Agora isso se repete.

Como a orientação é confusa, resta ao turista e morador seguir as regras básicas contra a doença. Evitar aglomeração, usar máscara, manter distanciamento e levar consigo o bom e velho álcool em gel. O comportamento individual pode contribuir para que a festa, na maioria dos casos do descanso, seja saudável e sem ressaca.

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Ânderson Silva

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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