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    Sobrevoo de Bolsonaro em Santa Catarina: ainda falta o mais importante

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    Por Ânderson Silva
    04/07/2020 - 12h26 - Atualizada em: 04/07/2020 - 14h49
    Presidente em conversa com lideranças locais em SC (Foto: Julio Cavalheiro/Secom)
    Presidente em conversa com lideranças locais em SC (Foto: Julio Cavalheiro/Secom) (Foto: Presidente em conversa com lideranças locais em SC (Foto: Julio Cavalheiro/Secom))

    Sobrevoos presidenciais em áreas atingidas por fenômenos naturais fazem parte da rotina catarinense. A vinda de Jair Bolsonaro a Santa Catarina, neste sábado, foi mais uma delas. Rápida, como havia sido anunciada, para sobrevoar os danos do ciclone. O próprio cronograma da viagem previa duas horas entre o pouso em Florianópolis e o retorno para Brasília. Mas outro ponto chama mais atenção na vinda de Bolsonaro ao Estado: faltou o anúncio de recursos, a parte esperada por municípios severamente atingidos pelo temporal da terça-feira.

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    Por enquanto, ficou só na promessa: "o governo federal se coloca à disposição dos senhores". O problema é que a recuperação não pode esperar, é urgente. Em cidades como Governador Celso Ramos, por exemplo, a estimativa de prejuízo ficou em torno de R$ 100 milhões. O governo federal precisa avançar, estabelecer um plano com recursos consideráveis conforme o tamanho dos estragos.

    Ainda na noite de quinta-feira, quando anunciou a vinda ao Estado, o presidente se utilizou da mesma expressão - "à disposição" - para dizer que o governo federal ajudaria os atingidos. Por isso também é que neste sábado faltou avançar.

    A vinda de Bolsonaro ao Estado somente pode representar algo de concreto, além do capital político, caso a ajuda financeira chegue na ponta. Sobrevoar os danos ajuda a tomar decisão, claro, mas está bem distante de uma ação efetiva. Faltou ao presidente, neste sábado, um anúncio de socorro emergencial.

    Nas redes sociais, o senador Jorginho Mello (PL), um dos organizadores da vinda do presidente ao Estado, escreveu: “veio, ouviu com atenção e voltamos juntos a Brasília, com o compromisso reiterado por ele (Bolsonaro) de ajudar com agilidade na nossa reconstrução”. A vice-governadora de SC, Daniela Reinehr, sinalizou que o governo federal espera o levantamento dos danos para saber quanto enviar.

    As famílias com casas destelhadas ou totalmente danificadas não esperam. O governo federal, como sim as demais esferas, precisam reagir. O sobrevoo, seja ele de qual presidente for, é muito mais político do que efetivo. O que importa mesmo para as pessoas é a recuperação do que foi atingido.

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