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Hérnia inguinal em bebês e crianças: quando a cirurgia é necessária?

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Carol
Por Carol Bandeira
08/03/2021 - 12h35 - Atualizada em: 08/03/2021 - 12h41
O diagnóstico da hérnia inguinal é realizado após o nascimento do bebê
O diagnóstico da hérnia inguinal é realizado após o nascimento do bebê (Foto: Pexel, banco de imagens)

Olá queridos! Hoje trouxe um assunto atípico por aqui, mas muito importante, vamos falar sobre hérnia inguinal. A condição pode afetar crianças de todas as idades, de ambos os sexos, inclusive as recém nascidas. Ela é caracterizada pelo deslocamento de uma víscera ou parte dela para a região inguinal por meio de um defeito congênito - uma espécie de conduto na região da virilha formado ainda na vida uterina dos bebês.

Para falar sobre o assunto, chamei a média especialista em cirurgia pediátrica, a doutora Bianca Dias Bastos, que explica como identificar a hérnia inguinal, a importância do diagnóstico precoce, o processo cirúrgico e a recuperação.

Como identificar?

Tanto os meninos quanto as meninas com hérnia inguinal tendem a apresentar uma saliência na região da virilha. Nos recém nascidos, os pais costumam perceber esse sintoma durante o banho, na troca de fraldas e em momentos de choro.

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— Apesar disso, é preciso lembrar que esse problema pode não se manifestar de forma clara, nem tão cedo. A criança pode ter o conduto aberto e só manifestar a hérnia mais tarde, quando estiver maiorzinha — explica a especialista.

De maneira geral, a hérnia inguinal é classificada de duas formas:

Hérnia inguinal indireta: comum em recém nascidos, é caracterizada por um defeito congênito, persistência do conduto, que faz com que parte de uma víscera, geralmente o intestino, deslize para dentro do canal inguinal. Nos meninos, a alça intestinal pode escorregar pelo conduto e chegar na bolsa testicular, o que chamamos de hérnia inguinoescrotal.

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Hérnia inguinal direta: momum em adultos, forma-se de um defeito da musculatura da região inguinal.

— Nos meninos, a persistência do conduto também pode provocar um grande acúmulo de líquidos na bolsa que envolve os testículos, chamado de hidrocele, que pode aumentar significativamente de volume — salienta a pediatra.

Diagnóstico

O diagnóstico da hérnia inguinal é realizado após o nascimento do bebê. Ele é baseado na história clínica do paciente e no exame físico. A realização de exames de imagem como ultrassom é dispensável nestes casos.

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Procedimento cirúrgico

A correção cirúrgica da hérnia inguinal deve ser feita assim que o problema for diagnosticado. O ideal é que o procedimento seja feito de forma eletiva, planejada, antes que a hérnia provoque algum tipo de complicação.

— A cirurgia para tratamento da hérnia inguinal pode ser realizada em bebês recém nascidos com segurança. O procedimento é realizado com anestesia geral e tende a durar por volta de 1 hora — explica Bianca.

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Nos casos mais complicados, em que a hérnia fica presa ao canal inguinal - as chamadas hérnias encarceradas - o procedimento tende a ser mais longo. Tanto nos casos mais simples como nos mais complexos os pais e as crianças podem ser encaminhados para consultas pré-operatórias e pré-anestésicas, para que todas as dúvidas sejam esclarecidas.

Recuperação

A recuperação após a cirurgia de hérnia inguinal depende da idade do paciente - inclusive da idade gestacional. Por segurança, bebês prematuros (nascidos antes de 37 semanas) devem permanecer internados por 24 horas após a cirurgia. Já os bebês nascidos após 37 semanas podem ir para casa no mesmo dia, a depender da avaliação médica.

— A recuperação das crianças de colo tende a ser muito mais tranquila do que a das crianças que já andam e correm. Uma vez no colo, os bebês não precisam evitar atividades de impacto no pós-cirúrgico. Já as crianças em fase escolar, por exemplo, devem ficar afastada das brincadeiras com impacto e das aulas de Educação Física por, pelo menos, 30 dias — orienta a especialista.

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A incisão feita no procedimento cirúrgico tem cerca de 2 a 3 centímetros. Ela é fechada com sutura intradérmica e fio absorvível. Assim, não é preciso retornar ao médico para desfazer os pontos. No geral, o paciente volta para a casa com um pequeno curativo, que os pais mesmos retiram 3 dias depois da alta hospitalar, durante o banho, com segurança. A cicatriz é praticamente imperceptível.

A saúde do seu bebê depende de você. Fique atento aos sinais da hérnia inguinal. Diante de uma malformação ou suspeita, busque orientação de um médico especialista em cirurgia pediátrica. O planejamento nesta fase é importante para os pais e para o bebê. Vamos cuidar das nossas crianças!

Carol Bandeira

Colunista

Carol Bandeira

Mãe de 3, especialista e uma das referências no país em nutrição materno-infantil. É empreendedora, docente e pesquisadora. Ajuda pais e nutricionistas a nutrir com amor as futuras gerações.

siga Carol Bandeira

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