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Bebês são as maiores vítimas fatais de Covid-19 em SC entre crianças

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Por Dagmara Spautz
12/03/2021 - 13h37 - Atualizada em: 12/03/2021 - 14h01
Bebês são as maiores vítimas fatais entre crianças e adolescentes em SC
Bebês são as maiores vítimas fatais entre crianças e adolescentes em SC (Foto: Kelly Sikkema / Unsplash)

A revisão de dados sobre óbitos causados pela Covid-19, pela Secretaria de Estado da Saúde, aponta que os bebês são as maiores vítimas da pandemia entre crianças e adolescentes em Santa Catarina. Desde o ano passado, nove bebês com menos de um ano de idade morreram após contrair o novo coronavírus no Estado.  

> Cresce o número de crianças e adolescentes contaminados pela covid-19 em SC

O cruzamento de informações feito pelo colega Cristian Weiss, jornalista especializado em dados, pesquisador da Deutsche Welle e responsável pelo monitoramento do números do coronavírus no NSC Total, aponta que dois terços das mortes ocorreram este ano. Seis bebês morreram em 2021, contra três em todo o ano passado. 

> Bebê de um ano morre por Covid-19 em Chapecó e pai desabafa: ‘levou nosso menino’

O número de óbitos informado pelo Estado para essa faixa etária quase dobrou depois que os dados foram revistos pela Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica (Dive). A reanálise foi necessária porque havia equívocos no registro de idade das crianças que foram vítimas fatais da Covid-19. Até então, cinco bebês com menos de um ano constavam no sistema.

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Depois da revisão, divulgada na noite de quinta-feira (11), entraram na lista de mortos um bebê de Chapecó, com um mês de vida, um bebê de Itajaí, com sete meses, outro de Morro da Fumaça, com três meses, e um bebê de 10 meses, de Criciúma.

Mais mortes entre crianças e adolescentes

Reportagem publicada pela colega Angela Bastos, no NSC Total, mostrou que o Estado registrou, desde o início da pandemia, 36 mortes de crianças e adolescentes de zero a 21 anos por Covid-19. Mais de um terço dos óbitos ocorreram nos dois meses e meio de 2021. Foram 14, contra 21 em 2020. 

Os números acendem o sinal de alerta para uma tendência apontada pelo neurocientista Miguel Nicolelis em entrevista à coluna, publicada em 4 de março. Ele comentava sobre as aulas presenciais e o risco de contaminação das crianças. 

- UTIs pediátricas estão mostrando taxas de ocupação crescentes, de uma maneira muito mais rápida do que jamais vimos na pandemia. Estamos correndo o risco, também, de ter um colapso de UTIs pediátricas. Crianças estão começando a ter casos graves, pelo volume de pessoas infectadas no país – afirmou.

Papel das novas variantes

Os especialistas apontam que a maior circulação do vírus, em comparação com o ano passado, favorece a contaminação de mais crianças e adolescentes. Outra hipótese é que as novas variantes, mais transmissíveis, atinjam com maior facilidade pessoas mais jovens. Um levantamento da Ficruz, publicado este mês, indicou que seis em cada dez pessoas com Covid-19 em Santa Catarina registraram a presença de novas variantes. 

Neste momento, o Estado não tem fila de espera por leitos de UTI neonatal e pediátrica. Mas a demanda é alta. A taxa de ocupação geral de leitos de UTI neonatal, em Santa Catarina, é de 91%. Três regiões tinham 100% de vagas ocupadas nesta sexta-feira (12), de acordo com os dados da Secretaria de Estado da Saúde: Meio Oeste/Serra, Vale do Itajaí e Foz do Itajaí-Açu. 

A ocupação também é de 100% dos leitos neonatais de terapia intensiva para bebês com Covid-19. São apenas três vagas reservadas em SC para recém-nascidos com coronavírus, e todas estão ocupadas. 

Nas UTIs pediátricas a ocupação não chega a preocupar neste momento. Dos 24 leitos reservados para crianças e adolescentes com Covid-19, sete estão ocupados – uma taxa de 29%.  

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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